sexta-feira, 3 de maio de 2024

Ideias para acabar com a violência

A Internacional Humanista quer saber de que forma você acha que se pode acabar com a violência.


Em todas as partes do mundo, as pessoas estão se perguntado: "Como se pode acabar com a violência?


Se você tem ideias a respeito,  preencha este formulário e participe do Encontro Virtual no dia 4 de maio.


Você pode ser informar sobre os objetivos e atividades da Internacional Humanista neste link e solicitar um formulário de adesão a ela como este no endereço de e-mail que está escrito nele (clique para ampliar a imagem):

Você pode entrar em contato a qualquer momento pelos nossos canais ou deixar um comentário sobre o que pensa que se pode fazer para acabar com a violência na seção de comentários abaixo.


Paz,  Força e Alegria!

sábado, 19 de agosto de 2023

Podes mudar tua vida

 Você pode mudar sua vida a partir de uma experiência. A Mensagem. SILO


As pessoas podem concordar com as ideias, mas sem experiência, nada acontece.

A Experiência de Força é a experiência central d'A Mensagem de Silo. Essa experiência é amplamente potencializada quando realizada com um grande número de pessoas.

As pessoas vivem sob chantagem permanentemente, tanto no Ocidente como no resto do mundo. Elas têm medo de sair dos esquemas impostos (religiosos, familiares, profissionais, etc.) para evitar o risco de serem excluídas. Somente se entenderem a conveniência de mudar suas vidas, elas irão querer sair da chantagem. E só irão acreditar nessa possibilidade a partir de uma experiência.

A "narrativa" será formada ao longo do tempo, como deve ser.

A "forma gasosa" na qual A Mensagem é lançada tem a ver com a possibilidade de surgirem muitas formas diferentes.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Deus dentro de Si

 

Boas notícias

"A Divindade se manifestará dentro do ser humano". ~Silo, 1992.

Aproxima-se uma crise de proporções tremendas, inimaginável para o povo. Será uma crise de instituições que dará origem ao que chamamos de neo-irracionalismo, que pode ser algo ao mesmo tempo terrível e cheio de possibilidades.

As pessoas começarão a negar a racionalidade que sustentou as instituições. Os cientistas eu já estão começando a perceber que seus parâmetros não são tão robustos quanto pensam, e já estão admitindo que na verdade "eles não sabem" tanto quanto parece.

Uma vez que as pessoas se voltem para si mesmas, elas poderão se conectar com valores mais autênticos e a divindade se manifestará dentro delas.

Nota: Sobre o encontro da divindade interior, em outra ocasião, referindo-se a esta conversa, Silo disse que: «Quando o homem encontrar Deus dentro de si, produzir-se-á um fenômeno social. Primeiro uma pessoa o descobrirá, depois outra, e em seguida aquilo do 'mais além' se tornará  algo comum, frequente e interessante e as pessoas o comunicarão e se produzirá um fenômeno social.

Por outro lado, se descobrirmos Deus em nós mesmos, é como descobrir que, de fato, somos Deuses".

Saiba mais: Parque Retiro (RJ)

Arte: Gapashee Boniso

domingo, 28 de março de 2021

Encontro Mundial do Humanismo Universalista

Em preparação ao Fórum Humanista Mundial 



Queridos amigos e amigas:


A situação de pandemia evidenciou que os problemas são globais, são comuns a todos os habitantes do Planeta, e mostram a violência do sistema em todos os aspectos e facetas do trabalho humano.


Estamos num mundo diferente onde se manifestam, com mais força, duas formas de pensamento e ação: o humanismo e o anti-humanismo. A reflexão, a cooperação e a solidariedade das pessoas aspirando a um mundo diferente estão convivendo com as mentiras dos poderosos, o absurdo e o sem sentido do sistema.


Este momento histórico e social coloca-nos a dar respostas diferentes, onde o mais importante é o respeito e o cumprimento dos direitos fundamentais de todos. Os Direitos Humanos não são levados a sério pelos Estados nacionais e são pisoteados a cada passo. Isso deve mudar, agora!


A destruição do ambiente deve ser interrompida. O aquecimento global acelera, entre outras calamidades, a mutação de vírus cada vez mais destrutivos que ameaçam a nossa espécie.


O sistema Financeiro global está em completo desequilíbrio, empobrecendo a maioria e concentrando os recursos financeiros nas mãos de alguns. Isso deve acabar. A pobreza deve ser erradicada já!


As armas atômicas devem ser eliminadas aplicando o tratado recém-aprovado pela maioria dos estados da ONU.


Em um mundo multilateral ONU deve ser reforçada e mecanismos adequados implementados para parar as guerras, com apoio de todos os estados Membros.


A violência social é intolerável e precisa ser superada em todos os lugares. Principalmente por meio da educação e eliminando a injustiça social.


Aqui estão alguns dos problemas que nos reclamam a todos e sua solução pode ser atacada a partir do bairro, da cidade, da região e do sistema global! Ninguém deve permanecer imune a estas urgências.



Mais do que nunca, devemos nos perguntar se queremos viver, em que condições queremos fazê-lo e o que estamos dispostos a fazer para que isso se torne realidade.


Ao longo de nossa história comum, fizemos muitas coisas, coisas que nem pensávamos que poderíamos fazer: aprendemos a pular limites, vencer resistências e abrir novos caminhos internos. Contamos com uma doutrina, sábia e profunda, que nos fornece ferramentas para superar o sofrimento. Contamos com organismos e propostas no social, novas e convergentes. Sabemos conectar-nos com a espiritualidade que sempre impulsionou o ser humano em seu avanço.


Nós nos perguntamos de onde viemos, onde estamos e para onde vamos, e nosso tempo primordial é o futuro. Vamos trazê-lo aqui e agora!


Felizmente, o momento da mudança nos permite nos fazer ouvir de uma maneira nova. As pessoas estão confusas e angustiadas e, mesmo sem saber, precisam profundamente d'A Mensagem de Silo.


Enquanto o sistema vai caindo gera muita instabilidade nas populações, devemos confluir, criando novos âmbitos de intercâmbio e de ação na diversidade.


Por estes motivos, todos os humanistas e as humanistas do mundo, desde os diferentes Parques, Organismos, Frentes, redes, Comunidades da mensagem, e outras expressões, nos Auto convocamos a um Encontro Mundial nos dias 27 e 28 de março, no contexto da realização de um Fórum Mundial Humanista na segunda parte do ano.


Neste encontro queremos alimentar o fogo comum, valorizar o feito, trocar sobre a nossa experiência, ouvir-nos, e inspirar-nos mutuamente, reconhecendo-nos parte de uma nação humana Universal.


Este encontro permitir-nos-á sintonizar-nos para o Fórum Mundial Humanista e convidar as organizações com as quais já estamos vinculados e outras novas, gerando uma relação com elas, e ir concretizando ações comuns nessa construção de um mundo no qual queremos viver, abrindo a possibilidade de pôr em marcha um fórum Humanista permanente que vá dando respostas às necessidades deste momento histórico, e abrindo o futuro.


Detalhes do Encontro:

Sábado e domingo 27 e 28 de março de 2021


Horário: 10 a. m. (GMT-3, Punta de Vacas, Mendoza, Argentina)


Link para Inscrição: https://forms.gle/NibQsZr7poaKazkJ6


Reunião na ferramenta Zoom: https://us02web.zoom.us/j/86396766399?pwdNEVSUEQyZIVoRFZIRmQwcFBicmhLZz09 


ID da Reunião: 863 9676 6399


 Equipe Promotora

 Encontro do Humanismo Universalista

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Você pode se inscrever no Formulário (1) e na WEB (2) em um determinado nível ou grupo.


NOTA: lembramo-nos de se cadastrar na Web, a qual será nossa ferramenta fundamental para o Fórum Humanista Mundial, onde já existem equipes trabalhando às quais você pode se juntar ou também pode criar ali novos grupos correspondentes às Redes e outras funções que se tornarão necessárias.


 * Sábado 27* 

Hora 10: 00 AM PdV, Argentina, Chile, Brasil / 6: 45 pm Nepal / 6: 30 pm Índia, Paquistão / 2: 00 PM Espanha, Itália, França / 2: 00 pm Senegal / 7: 00 AM Costa Rica / 9: 00 Bolívia


 * DOMINGO 28* 

Hora 10: 00 AM PdV, Argentina, Chile, Brasil / 6: 45 pm Nepal / 6: 30 pm Índia, Paquistão / 3: 00 PM Espanha, Itália, França / 2: 00 pm Senegal / 7: 00 AM Costa Rica / 9: 00 AM Bolívia


* Faça o download da versão mais recente do ZOOM


** A ferramenta de Tradução Simultânea não suporta Zoom Para Ubuntu.

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Créditos da imagem 1: 

https://commons.m.wikimedia.org/wiki/File:Clixmarketing.png

terça-feira, 22 de março de 2016

Democracia não é bem assim como tem lhes parecido

Criando-se instabilidade, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato.

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"A democracia é pedagógica. Sem uma pedagogia constante, ela não sobrevive. Derrubar um presidente, especialmente a partir de motivos não totalmente esclarecidos ou de fatos não consensuais, repassa a perigosa ideia para as elites, para as forças políticas e para a população de que "se não está bom, ou se não é conveniente, pode cair". A instituição das eleições ganha importância relativa e o cálculo político para se chegar ao poder passa a levar em conta com mais força outras variáveis ao largo da consulta popular. Na outra mão, cientes disso, aqueles que chegam ao poder já o assumem com a meta de buscar todos os recursos possíveis para a sua permanência, e muitos desses métodos, por autodefesa, são reformistas ou de tendência autocrática. Pronto, foi-se por água abaixo o sistema representativo. Em países onde essa instabilidade ocorre, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato." ~ Leonardo Valente

LVEntre 2001 e 2006, a Bolívia teve cinco presidentes. Entre 2000 e 2007, o Equador teve quatro presidentes e duas juntas militares. Na Argentina, entre 1999 e 2003 foram 4 presidentes (três deles entre 2001 e 2003). Em todos esses países, o que vimos nesses períodos foram dolorosos processos de deterioração institucional, convulsões internas e, no caso da Argentina, como brinde uma impressionante perda de relevância externa.

Derrubar um presidente em um regime presidencialista não é algo trivial, não é um processo corriqueiro, é uma situação extrema, uma excepcionalidade destrutiva, traumática e que corrói a estabilidade das instituições republicanas, às vezes por décadas. O ambiente político, respaldado por elites e pela opinião pública, pode até aparentar uma melhora ou alívio esporádico com a derrubada, mas não se engane: via de regra, trata-se , analogamente, de uma "melhora súbita pré-morte", aqueles casos de pessoas em estado grave, geralmente inconscientes, que recuperam a consciência e, lúcidos, conversam com amigos e parentes, perdoam e e pedem perdão, mas em seguida morrem.

A democracia é pedagógica. Sem uma pedagogia constante, ela não sobrevive. Derrubar um presidente, especialmente a partir de motivos não totalmente esclarecidos ou de fatos não consensuais, repassa a perigosa ideia para as elites, para as forças políticas e para a população de que "se não está bom, ou se não é conveniente, pode cair".

A instituição das eleições ganha importância relativa e o cálculo político para se chegar ao poder passa a levar em conta com mais força outras variáveis ao largo da consulta popular. Na outra mão, cientes disso, aqueles que chegam ao poder já o assumem com a meta de buscar todos os recursos possíveis para a sua permanência, e muitos desses métodos, por autodefesa, são reformistas ou de tendência autocrática. Pronto, foi-se por água abaixo o sistema representativo. Em países onde essa instabilidade ocorre, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato.

A recente redemocratização do Brasil já passou por uma quebra dessa envergadura, e está à beira de dar um segundo passo nesse sentido. Independentemente de orientações ideológicas, o momento da sociedade refletir seriamente se realmente esse é o passo a ser dado, é agora. Em questão de dias, pode ser tarde demais. O impedimento é realmente a solução dos problemas? Vale a pena arcar com suas consequências? Refletir sobre essa pergunta, levando-se em conta o longo prazo e deixando de lado as divisões mesquinhas nunca foi tão urgente, especialmente diante do fato de que muita gente de peso já refletiu e decidiu, e não vai ser nada fácil, apesar de não ser impossível, fazê-las recuar.

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Leonardo Valente é professor e pesquisador de Relações Internacionais da UFRJ

domingo, 24 de agosto de 2014

A triste espetacularização midiática da Saúde global

As campanhas humanitárias midiáticas exibicionistas pró Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e a abordagem das crises sanitárias internacionais de Ebola (e gripes aviária e suína)  são marinadas na desinformação e na hipocrisia

Louvada seja a iniciativa que visa à arrecadação de recursos para a pesquisa privada da cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), descontado o exibicionismo midiático.

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Bem-vinda e mais eficaz seria uma campanha pela extinção dos arsenais nucleares, a redução progressiva dos arsenais de armas convencionais e tropas, a retirada de quaisquer tropas (de quaisquer países) presentes em países estrangeiros e a assinatura de tratados regionais e globais permanentes de não agressão entre as nações, renunciando essas à violência como forma de resolver conflitos. Aliás, como já pedido pela 1ª Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violencia (out. de 2009 a jan. de 2010).

Tais medidas liberariam recursos da ordem de centenas de bilhões de unidades monetárias (dólares, euros, reais, yuans, rublos, rúpias etc.), que seriam usadas para impulsionar a pesquisa científica a um patamar jamais imaginado pela humanidade. Não haveria limites, praticamente, para a Ciência, particularmente no que diz respeito a novas descobertas e avanços na área da Saúde, ou seja, destinadas a curar e prevenir doenças. Os seres humanos não teriam de ficar patinando em campanhas paliativas, brincando de fingir resolver problemas — ou de escamoteá-los.

Apesar de esse raciocínio poder surgir espontaneamente nas mentes daqueles que não estão completamente hipnotizados pela mídia e pelos memes das redes sociais — e também poder ser proposto pelos meios de informação socialmente responsáveis —, o que se vê é um repetitivo mascaramento de tragédias, seja sob o rótulo de uma alegada “imprevisibilidade”, da "carência de recursos", seja sob o rótulo da "impossibilidade" momentânea (ou permanente), ou seja, da intransponibilidade das condições objetivas! No entanto, os países parecem não se curvar a tais dificuldades quando se trata de solucionar o aparente problema de obter superioridade militar sobre os demais, para garantir vantagens geopolíticas! 

Por exemplo: ao mesmo tempo em que se reduz a atuações engraçadas (combinadas com doações paliativas) o esforço possível dos indivíduos para canalizar recursos destinados à pesquisa da cura de doenças, como a ELA, a epidemia de Ebola — vírus isolado na década de 1970! — na África está sendo tratada pela mídia quase como uma 'fatalidade', o que estimula sua percepção nas redes sociais pela mesma ótica. Isso é um tremendo absurdo! É como se, num mundo globalizado, a prevenção e contenção de pandemias não fosse de responsabilidade dos governos e respectivos organismos multilaterais, assim como a canalização de recursos destinados a pesquisar a cura de doenças, mas sim dos indivíduos!

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Fonte: Index Mundi

Anteontem, a âncora de um telejornal da tarde ficou "chocada" com a decapitação de um jornalista norte-americano , no Oriente Médio por supostos militantes islâmicos anti-estadunidenses; com razão. No entanto, logo depois não expressou o mesmo ‘choque’ ao falar de uma "zona de confinamento" de Ebola na favela West Point, em Monróvia, capital da Libéria, na qual estão isoladas 75 mil pessoas — a totalidade da população da península —, cercadas em alguns pontos por arame farpado e monitoradas por soldados armados que impedem sua saída da localidade.

 West Point Monróvia Libéria _resized_upConcomitantemente, o governo daquele país está praticamente de mãos atadas quanto à possibilidade de contenção da epidemia, por falta de recursos materiais e humanos, aliada ao baixo nível educacional da população afetada, agravado ainda por arraigadas crendices.

Tal "zona de confinamento" mostra a que ponto chegou a negligência internacional com a África: ao ponto de não terem sido destinados para lá nos últimos 40 anos — e desde sempre — ajuda e recursos suficientes para erradicar o vírus e evitar a presente epidemia, que já matou cerca de 1.350 pessoas e periga tornar-se incontrolável.

Esse quadro seria surpreendente para alguém que tivesse desconhecimento sobre a hipervalorização dos recursos naturais do continente africano, comparada à subvalorização de seus habitantes de etnia negra (exceto como mão-de-obra barata ou gratuita), confirmada por dados históricos relacionados ao que se conhece como neocolonialismo.

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Diante desse quadro, cabe a cada um de nós minimamente refletir se estamos exercendo pressão pelos meios ao nosso alcance para demandar a alocação dos recursos necessários nos cenários onde são requeridos, ou se estamos apenas servindo de massa de manobra de um sistema desumanizante e manipulador, que brinca com a vida humana, pautado unicamente por seus interesses econômicos.

Caso tenhamos estado presos à segunda hipótese, é necessária e útil uma correção de atitude. Sempre poderemos ser as próximas vítimas. Portanto, vamos exigir para o próximo o tratamento que gostaríamos de ter para nós mesmos.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sobre a questão da igualdade de gênero


Jamais foi simples a análise da questão da igualdade (ou desigualdade) social entre os sexos, muito menos a transformação da perene situação social de desigualdade entre os gêneros.


Notável ainda é a inferioridade social a que é relegado o gênero feminino, apesar dos avanços atingidos durante o século XX, principalmente a partir dos anos 1950. No entanto, a igualdade entre mulheres e homens segue sendo questão crucial para transformar positivamente a sociedade global.

Alguns dos pontos que necessariamente devem ser abordados na análise de tal questão — sem prejuízo de outros — são:

· uma profunda reflexão histórico-social

· a revisão do impacto causado na distribuição do poder entre os gêneros decorrente de sua constituição física e do papel reprodutivo de cada qual

· o reconhecimento do papel da mulher no estabelecimento e manutenção de uma cultura coletivista, na inovação em técnicas de produção de utensílios (moldagem e queima do barro, produção de vestimentas e calçados…) e na transição da cultura coletivista para uma cultura agrícola (seleção e coleta de espécimes e de sementes e seu plantio) e agropastoril (plantio e guarda compartilhada de rebanhos)

· o reconhecimento da importância da força de trabalho feminina na decolagem da revolução industrial
· o reconhecimento da importância histórica do gênero feminino na educação das novas gerações

· a revisão do impacto causado pelo gênero feminino na universalização de direitos humanos (quando da implantação do sufrágio universal e dos direitos trabalhistas, por exemplo)…

· … dentre outros.

A sociedade ainda está longe, portanto, de ter uma visão justa e igualitária sobre a importância do papel desempanhado pelas mulheres na construção da civilização.

Continua franqueada a palavra, portanto, a antropólogas(os), sociólogas(os) e estudiosas(os) em geral.

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Arte: ABAFO


Mística Feminina

— por Centro de Mídia Independente (CMI)

Um dos livros mais importantes do século XX não é mais editado em português, dificultando pesquisas e estudos sobre ele. Para corrigir essa situação, agora está disponível a cópia digital do livro.

Betty Friedan lançou Mística Feminina em 1963, como resultado de suas pesquisas sobre o estilo de vida estadunidense, que incentivava a mulher a ser apenas dona-de-casa e viver em função do marido e filhos.
Betty-Friedan
Ao expor o incentivo ao consumismo desse sistema e mostrar que a vida dessas mulheres era fonte de inúmeros problemas sociais e psicológicos, devido à anulação da personalidade feminina e descarga de frustrações em outras pessoas, o livro ajudou a impulsionar a segunda onda do feminismo.

Infelizmente, Mística Feminina não teve muitas edições em português, e é difícil de ser encontrado em sebos e bibliotecas públicas.

Para corrigir essa situação, agora está mística feminina_betty friedandisponível a cópia digital do livro. O escaneamento foi realizado de forma a preservar a formatação original, permitindo citações em trabalhos acadêmicos.

Este arquivo corrige falhas no escaneamento e melhora a qualidade de arquivo mais antigo.

”A mística feminina não fez sucesso no Brasil pelo mesmo motivo que vários livros importantes para o movimento feminista não fizeram sucesso: tiveram apenas uma edição (ou importamos uma edição portuguesa, como é o caso da Kate Millett), e foram divulgados de forma bastante depreciativa na mídia. Poucas mulheres tiveram a coragem de ler as obras após ver os comentários agressivos e insultantes feitos sobre as feministas e seus livros! Pra quem duvida, vale a pena ler o artigo da Rachel Soihet: "Zombaria como arma antifeminista: instrumento conservador entre libertários", publicado na Revista de Estudos Feministas v.13 n.3 Florianópolis set./dez. 2005.” — Blog Feminista

Como está a desigualdade de gênero entre os estados brasileiros?


— Luísa Cardoso, em Brasil, Economia e Governo

masculino x feminino_igualdade de gêneroMedir de forma multidimensional o quão desigual é a situação das mulheres em relação aos homens é uma iniciativa empreendida por organizações internacionais há menos de vinte anos, mas já de grande importância para o debate sobre a igualdade de gênero em todo o mundo. Contudo, órgãos brasileiros ainda não proveem esses indicadores a nível nacional e a produção acadêmica brasileira na área está focada na elaboração de índices de desenvolvimento humano e não exatamente de índices de desigualdade de gênero.

Para preencher essa lacuna, foi construído o Índice Nacional de Desigualdade de Gênero (INDG) que calcula e compara a desigualdade de gênero entre as unidades federativas brasileiras de forma análoga à qual o Global Gender Gap Index (GGI), elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, calcula e compara a desigualdade de gênero entre países.

Há de ser considerado que índices de comparação internacional uniformizam características regionais e disparidades internas tendem a ser ignoradas. Logo, é importante mensurar a desigualdade de gênero em cada estado da federação, pois torna-se possível desagregar a realidade nacional, revelando a magnitude da desigualdade nas diferentes partes do território brasileiro.
 
O Índice Nacional de Desigualdade de Gênero (INDG)  é então estruturado de acordo com uma Tabela.
Após serem calculadas cada uma das razões, é calculada a média dos subíndices de cada dimensão. Posteriormente, é calculada a média das quatro dimensões e esta será igual a pontuação final do estado, que pode variar entre zero (máxima desigualdade) e 1 (igualdade).

Verifica-se, assim, o quão desigual é a maneira como homens e mulheres usufruem do nível de desenvolvimento do seu estado e não o nível geral de desenvolvimento estadual. O INDG, assim como o GGI, é um índice de desigualdade, não de desenvolvimento.

Resultado final do Índice Nacional de Desigualdade de Gênero (INDG)


A região Norte obteve a maior pontuação média, igual a 0,739, apesar de a pontuação média do Nordeste ser muito próxima, igual a 0,732. Já a pontuação média da região Sudeste foi igual a 0,721. Centro-Oeste e Sul apresentaram média igual a 0,706 e 0,698, respectivamente.

Apesar dos resultados muito parecidos e próximos de 1 nas dimensões de Educação e de Saúde, em nenhum estado o INDG final foi igual ou superior a 0,8. As dimensões de Participação Econômica e de Poder Político representam no índice geral como as mulheres brasileiras, em maior ou menor intensidade dependendo do estado onde vivem, ainda não usufruem do espaço público da mesma forma que os homens, seja no mercado de trabalho ou no exercício do poder governamental.

Embora os estados do Norte e do Nordeste, em geral, tenham obtido melhores resultados no INDG do que os estados do Centro-Sul, não é possível uniformizar os desempenhos estaduais por região. Além disso,pode-se afirmar que a renda parece não determinar diretamente o quão desigual é a relação entre homens e mulheres, como representado pelo Gráfico.


Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013
— inscrições até 19 de agosto. Já enviou o seu projeto?

Prêmio Carmen Santos Cinema de Mulheres 2013_MinC

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Do instinto de conservação da espécie humana

O que significam todas as manifestações, protestos e eventos acontecendo no mundo nos últimos dois anos?

manifestação_20130628_cinelândia
Manifestação Cinelândia — Rio de Janeiro, junho de 2013
Foto: São Sebastião do Rio de Janeiro

As pessoas que observam passivamente aparte, ou em suas TVs em casa, perguntam: o que querem esses manifestantes? Contra o que protestam? Sabem realmente o que querem? Aqui no Brasil, as manifestações começaram quando as passagens de ônibus e metrô subiram 20 centavos; no entanto, inclusive quando os governos locais baixaram as tarifas aos níveis originais, os protestos não diminuíram.

Durante as manifestações em alguns países do Oriente Médio, da “Primavera Árabe”, as pessoas exigiam uma mudança de regime. Em outras manifestações, as pessoas pediam melhorias na Educação. Na Europa e no Chile pedem educação, serviços de Saúde sem custo etc. Em algumas manifestações as exigências dos participantes são tão diversas quanto direitos dos homossexuais, temas ambientais, direitos dos animais, transparência no governo, uma imprensa verdadeiramente livre, serviços de Saúde universais, democracia verdadeira [direta], justiça social etc. Alguns se queixam dos organismos geneticamente modificados (OGM- GMO), de funcionários públicos corruptos, da brutalidade policial, do sistema bancário em quebra, dos regimes autoritários etc.

Em alguns países, as massas podem conseguir o que almejavam. Conseguiram desvencilhar-se de tiranos, ditadores, juntas militares; conseguiram a mudança de regime. Mas… por que continuam protestando? Por que continuam nas ruas, nas praças e nos parques?
O que está realmente acontecendo?

O que acontece é que as pessoas começam a salegoria prisãoentir um mal-estar generalizado. De alguma maneira sentem-se agitadas internamente. Sabem somente que alguma coisa vai mal, que de alguma maneira algo não está funcionando.
Os dois instintos primordiais são: o instinto de autoconservação e o instinto de conservação da espécie.

Temos de compreender que, se nós, como indivíduos, temos uma consciência individual, também devemos entender que a espécie, como um todo, também é uma entidade; que a espécie, como entidade, tem sua própria consciência. Estejam conscientes de que, neste exato momento, essa é a consciência que opera agora nesses movimentos. E é a espécie humana quem percebe a ameaça que se lhe afronta. E sabe que atrás de si jaz o grande abismo. Sabe que o sistema já se encontra em uma situação-limite e que está a ponto de arrastar tudo consigo. Essa consciência coletiva despertou e quer superar aquele abismo.

Já não se trata do quê as pessoas querem. Já não se trata do quê você e eu queiramos. Não se trata do que queiramos como indivíduos. Consciência coletivaAgora, trata-se daquilo que a espécie, como totalidade, necessita. E necessita uma resposta totalizadora às crises globais que enfrenta: necessidade de uma mudança total. Necessita de transformação. Sabe que, para sobreviver, deve dar um salto gigantesco, fazer a revolução total, a transformação total: do indivíduo, do sistema, da espécie.

möebius
MH

Artigo reproduzido do blog Beyond Mere Survival (Além da Mera Sobrevivência)


Material de apoio para discussão e implementação da transformação total:


· A Respeito do Humano
· As Condições do Diálogo
— Em preparação:
· A Modificação do Transfundo Psicossocial

  

Alguns lugares propícios (e recomendados) para juntar-se e trabalhar a transformação total, sob a ótica do Novo Humanismo — Os Parques de Estudo e Reflexão:

Chaplin_parques de estudo e reflexão_A Mensagem de Silo
Arte: ABAFO
· Parque Caucaia (Cotia – SP) 
· Parque Retiro (Maricá — RJ) 
· Parque Igarassu (Recife – PE)
· Parque Minho (Minho — Portugal)
· Parque Marracuene (Marracuene — Moçambique)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Fanatismo é diferente de fé

E ambos não devem se imiscuir na gestão do Estado

Não é difícil entender porque os retrógrados da bancada evangélica, nesse momento representados por um Partido “Social Cristão” (PSC), e com o aval de PSDB e PMDB, se agarram com unhas e dentes à Comissão de Direitos Humanos e Defesa das Minorias (CDHM) da Câmara Federal. Querem impedir a evolução da conquista e manutenção de Direitos básicos do povo brasileiro, como o são a proteção contra a violência gerada pela discriminação e a intolerância, e o direito de estabelecer uniões civis e formar famílias da forma que lhe pareça mais adequada. Fazem isso para tentar garantir que a Lei seja um espelho da sua doutrina religiosa.

Um exemplo disso é essa bancada fanática querer impedir até mesmo a apreciação pela Comissão de um projeto de lei que convocaria um plebiscito nacional sobre a união civil consensual de pessoas do mesmo gênero.

No entanto, a aceitação aberta da orientação sexual alheia com naturalidade tem crescido nas sociedades laicas, ou seja, naquelas em que a religião não rege o Estado.

Os motivos dessas atitudes retrógradas por parte de fanáticos religiosos evangélicos são, do nosso ponto de vista: 

(i) o fanatismo religioso de acreditar que o que o seu livro religioso (a Bíblia) predica vale também para as pessoas que não seguem a sua religião;

(ii) e a sua falta de respeito (mal) disfarçada pela Constituição Federal, que, em sua visão, está abaixo do seu livro religioso específico, no que diz respeito ao funcionamento do Estado e aos direitos e deveres dos cidadãos.

No entanto, nós, que entendemos que ser religioso ou não é uma questão de cunho pessoal, que não deve ser regulada pelo Estado, nem muito menos imposta por uma parte da sociedade aos demais cidadãos, somos contrários as suas intenções.

O Brasil é um país laico. Aqui, o Estado é separado da religião. Isso não é negociável.

Matéria da Folha de São Paulo

ERICH DECAT - DE BRASÍLIA - 12/03/2013

Pastor retira projetos polêmicos da pauta da Comissão de Direitos Humanos

Mantido na presidência da Comissão de Diretos Humanos e Minoria da Câmara, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) retirou nesta terça-feira (12) da pauta do colegiado projetos polêmicos que deveriam ser discutidos amanhã.

Nesta quarta-feira, a partir das 14h, está prevista a primeira reunião da comissão sob o comando do pastor.

Inicialmente estava na pauta a votação de três requerimentos e seis propostas remanescentes de 2012.

Entre os itens constava o projeto que define os crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia e religião. A proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), prevê tornar crimes inafiançáveis e imprescritíveis atos como discriminação no mercado de trabalho, injúria resultante de preconceito e apologia ao racismo.

Outro item que estava na pauta previa a convocação de plebiscito para decidir sobre a união civil de pessoas do mesmo sexo.

"É uma pauta antiga que não tinha conhecimento. Vamos discutir a pauta amanhã", disse Feliciano ao justificar a mudança.

Na tarde de hoje, uma nova pauta foi divulgada com a previsão de serem votados oito requerimentos diferentes do indicado inicialmente no site da Câmara.

A metade deles é de autoria do próprio pastor --realização de audiências públicas para debater temas como a situação de moradores de rua, violência e exploração sexual de crianças e desafio da inclusão no mercado de trabalho.

A primeira sessão no colegiado deve ocorrer em meio a protesto de ativistas contrários à permanência de Feliciano no comando da Comissão. Em contrapartida também está prevista a presença de apoiadores do pastor.

No final da tarde de hoje, a bancada do PSC reafirmou apoio à manutenção do deputado no cargo.

Antes do encontro, líderes partidários questionaram o líder do PSC, André Moura (SE), sobre a permanência do pastor, mas afirmaram que a decisão final deveria ser da legenda.

Link original da matéria

* Imagens: A Hora e a Vez - A futura sociedade colorida, do tabu à realidade - Raquel Queiroz

domingo, 3 de junho de 2012

Assassinato de Estado: culpa “compartilhada”

Uma breve reflexão sobre a pena de morte


Caríssimos, imaginem a seguinte situação: e se uma vez aprovada a "pena" de morte, ela pudesse ser executada por um parente em linha direta, ascendente ou descendente [filho(a) ou genitor(a)] da vítima? Quantas pessoas dispor-se-iam a executar o ato? E as que não quisessem fazê-lo, e delegassem ao "Estado" a "função", que motivos alegariam? Outros compromissos? Falta de interesse?... Incapacidade?!

death penalty_pena de morte_Don Monet
Os processos judiciais costumam ser longos; podemos descartar, portanto, que o algoz estivesse "fora de si" ou estivesse agindo "em legítima defesa" da vítima no momento de aplicar a pena. Os que decidissem executar o ato estariam movidos por uma "necessidade de reparação" – como certas crenças sociais insistem em tentar nos doutrinar –, ou por um desejo de vingança?

Essa situação hipotética daria margem a um interessante estudo psicossociológico; não que eu queira que ela ocorra :) Confúcio dizia que distinguir entre o que é "correto" e o que é "incorreto" é próprio do ser humano, não dependente de condicionamentos sociais.
Sempre me pareceu estranho que, em alguns países "desenvolvidos" onde a pena de morte é aplicada, no momento da execução um médico examine o condenado para "atestar suas boas condições de saúde" – aferir os batimentos cardíacos do condenado chega a ser hilário. Mais estranho ainda, é quando sacerdotes dão alguma "benção" ao condenado antes de ele ser executado. Faz-me lembrar as execuções da Idade Média, quando sacerdotes "encomendavam a alma" do condenado a Deus, solicitando o seu perdão, ao mesmo tempo em que o abençoavam. Isso continua me parecendo estranho, apesar de eu saber que, certamente, denota uma espécie de "mea culpa" social.

yahoo 1
Pena de morte executada pela parte ofendida é reprovada universalmente, porque assassinato é. Por isso, criou-se a pena de morte estatal, que é uma maneira de despersonalizar o assassinato, já que este se torna um assassinato, digamos assim, difuso, "consensual", visto que, "estando na lei", involucra obrigatoriamente a parte discordante da sociedade, sob o argumento de que "afinal, todos têm de respeitar a lei". Esse estado de coisas é trágico, é uma caricatura da realidade da vida.

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Imagem: Don Monet
Imagem 2: comentários em notícia do Yahoo!
Veja o mapa da pena de morte no facebook.

Do ordenamento do mundo

Aforismos de Confúcio

"Energia" Qi

"Os Antigos, para desenvolver no império as mais altas virtudes, começaram pondo em ordem seus próprios Estados.

Para pôr em ordem seus Estados começaram por se conhecer a si mesmos.

Para cultivar sua própria personalidade, começaram pela reforma de seu coração.

Para reformar seu coração, quiseram ser sinceros em seus pensamentos.

Para ser sinceros em seus pensamentos, desenvolveram o seu saber.

Para desenvolver o seu saber, procuraram compreender a essência das coisas.

Descobertas as coisas, o conhecimento tornou-se completo.

Uma vez adquirida a ciência, seus pensamentos foram sinceros.

Sendo sinceros seus pensamentos, seus corações foram diretos.


Confúio_Dinastia Tang_Wu Daozi_flipSendo diretos seus corações, foram eles próprios homens de bem.

Sendo homens de bem, tiveram famílias bem ordenadas.

Ordenadas suas famílias, foi o Estado governado com ordem.

E como fosse o Estado deles governado com ordem, todos viveram tranqüilos e felizes."




Confúcio (“Kung-Fu-Tze” – Filósofo chinês, viveu entre 551 a.C - 479 a.C)
Citado em: Como Viviam os Antigos – 40 Mil Anos de Arte Moderna. Ivar Lissner. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1959


túmulo de Confúcio Shandong China
Túmulo de Confúcio – Shandong, China

Mais sobre Confúcio e confucionismo (da Wikipedia)
Sobre a "energia" Qi (ordenamento universal)


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Créditos das imagens:
Imagens 2 e 3: Wikipédia 
Imagem 1: Starlight86 - PA Blog - Beautiful planet effect in gimp tutorial,
a partir de Designmodo - Free and professional gimp tutorials for designers 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Entre a Perplexidade e a Esperança

Alguns fenômenos nos fazem refletir sobre o sentido da existência.

A existência de sentimentos entre os animais nos deixa: (i) ou perplexos; (ii) ou esperançosos; (iii) ou ambos. Isso ocorre pelo fato de que, diante dessas manifestações de sentimento por formas de vida não humanas, entendemos que não somos a única forma de vida capaz de sentir.

* Tarra (E) e Bella (D)

Perplexos, porque tais sentimentos nos colocam diante da realidade de que pertencemos, juntamente com os animais, a um conjunto de seres conectados por um sentimento entre si e com outras espécies, o que nos leva a redimensionar a nossa apreciação de exlusividade acerca de nós mesmos, humanos.

Esperançosos, porque, se sentimentos são atributos comuns a várias espécies, tal fato nos sinaliza que todos os seres estão ligados psiquicamente a uma mesma fonte originária – quer tenhamos consciência disso ou não, quer aceitemos ou  rejeitemos tal axioma.

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* Tarra, a elefanta, e Bella, a cadela, eram amigas inseparáveis, até que coiotes mataram Bella. Os cuidadores da reserva ficaram perplexos quando souberam que Tarra havia resgatado o corpo de Bella.
Fonte da imagem: "The most unlikely Valentine's couples... in the animal world" - The Week


Paradise - Coldplay



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http://is.gd/sentiman
#Espalhaí !!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando a alma não é pequena

"Eu gostaria de ser uma psicóloga porque poderia ajudar as pessoas a resolverem seus problemas, ajudá-las a se aceitarem do jeito que elas são, pois elas veriam que eu me aceito como sou."

Ontlametse Phalatse, 12 anos, África do Sul
Ontlametse é portadora de progéria

Fonte: Yahoo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Esclarecimento sobre o mito

Por Antonio Fabrizzio


"Pelo amor de qualquer coisa! PAREM de usar o termo “mito” como sinônimo de “mentira”. Um mito (do grego antigo “μυθος”, “mythós”) é uma narrativa de caráter simbólico, relacionada a uma dada cultura. O mito procura explicar a realidade, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de deuses, semi-deuses e heróis.

O deus Hermes (Mercúrio) portando o caduceu 

"Ao mito está associado o rito. O rito é o modo de se pôr em ação o mito na vida do homem – em cerimônias, danças, orações e sacrifícios.

"É certo que o termo “mito” é, por vezes, utilizado de forma pejorativa para se referir às crenças comuns (consideradas sem fundamento objetivo ou científico, e vistas apenas como histórias de um universo puramente maravilhoso) de diversas comunidades. No entanto, até acontecimentos históricos se podem transformar em mitos, se adquirem uma determinada carga simbólica para uma dada cultura. Na maioria das vezes, o termo refere-se especificamente aos relatos das civilizações antigas que, organizados, constituem uma mitologia – por exemplo, a mitologia grega e a mitologia romana.

“O mito é o nada que é tudo.
O mesmo sol que abre os céus
 É um mito brilhante e mudo”."

(Fernando Pessoa)

Publicado em 05/05/2011 no hypeScience

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Imagem: Linebe e Gnosis on-line 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Flores decepadas

A espiral de violência atinge a nova geraçao. Já passa da hora de implantar a não-violência como modo de vida.

O massacre de Realengo, Rio, cria um precedente preocupante. Durkheim ensina que fatores sociais regem 'comportamentos individuais'.

A militarização da sociedade falhou. Presidente, Governador, Prefeito e parlamentares nos devem programas efetivos de prevenção à violência. Triste sociedade que apenas lamenta tragédias e massacres, mas ignora sua raiz. Necessita, já, adotar a não-violência como modo de vida.

  Psicose (loucura) e violência são dois problemas distintos, não equivalentes. Portanto, as análises 'oficiais' são parciais. Até mesmo pessoas leigas mas de bom senso e bem informadas conseguem deduzir isto. As análises feitas até agora são tendenciosas, porque ignoram esta simples dedução: doença mental nunca foi sinônimo de violência.

A psicóloga Luanda Lima analisa: "Até agora não assisti nenhum perfil traçado seriamente por profissional da área de Psicologia. A imprensa está sendo imprudente ao traçar associações entre supostos comportamentos e o crime. Coitados dos tímidos e introvertidos!".

O "psicótico" pode "se vingar", a esmo, da sociedade psicótica. A conversão da 'psicose social' resultaria na prevenção da "psicose". Entretanto, numa sociedade não-violenta, os "psicóticos" não seriam violentos; apenas 'pessoas problemáticas', pois o modelo do ser humano é social.

A sociedade e o indivíduo precisam criar consciência de que, além da violência física, existem muitas outras formas de violência.

É necessário fazermos "cair a ficha" de que uma sociedade não-violenta não é utopia, é necessidade. Trabalhemos, então, para atingi-la.

Lincoln Sobral

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Imagem: Shutterstock

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bombardeios Mentiras e Videotape

Quando da visita do presidente do Brasil, Lula, e do seu chanceler Celso Amorim ao Irã para fechar o acordo de fiscalizacão das instalações nucleares, o PIG (Partido da Imprensa Golpista Brasileira) e o PSDB de Serra e seus aliados reclamaram muito, espernearam mesmo, disfarçando o ranger de dentes, igualzinho a Hillary Clinton (que pratica uma diplomacia altamente questionável).

Essas pessoas praticamente rasgaram as suas vestes em público quando o Brasil, nas pessoas de seu presidente eleito, Lula, e seu ministro de relações exteriores, Celso Amorim, convenceu, mediante o diálogo, o Irã a assinar o acordo que, ressalte-se, os estadunidenses haviam tentado lhe impor sob ameaças, sem sucesso.

Ao dar chilique, rasgar as vestes em público e atacar o governo brasileiro justamente pelo sucesso da sua diplomacia anti-imperialista, diálogica e inclusiva, eles (o PIG e o PSDB de Serra e aliados) sinalizaram claramente que não mexerão uma palha para tentar impedir a possível invasão do Irã pelos EUA.

E, por falar nisso, onde se esconderam os "verdes" e "ecologistas" numa hora dessas? Porque praticamente só falam de sacolas plásticas, e peido de boi que emite CO2 etc. e se omitem quanto ao dano ambiental e social causados pelos porta-aviões, bombardeiros, jatos militares, munições de urânio empobrecido etc., em suma, pelas instalações e insumos da máquina assassina de guerra de EUA e "aliados"? A luta ecologista já deveria estar confrontando esta ameaça há longo tempo! Verdadeiros ecologistas deveriam confrontar esses esquemas.

Você sabe quantas pessoas civis morreram no Iraque devido à invasão e bombardeios dos EUA? 2 MILHÕES DE SERES HUMANOS!!

(1) FATO: Desde há algum tempo os EUA se preparam para jogar bombas nucleares no Irã.

Seria ingenuidade pensar que países ameaçados em suas fronteiras (China, Rússia) não reagiriam a isto.

Caso apenas 100 das 25.000 ogivas nucleares existentes no mundo sejam detonadas, mesmo em áreas restritas, não somente as populações dos países conflitantes morrerão, mas toda a humanidade perecerá, assim como toda a vida no planeta Terra, devido ao fenômeno denominado "inverno nuclear" - produzido pelo subsequente bloqueio da luz solar durante meses. Isto não é uma hipótese, tampouco alarmismo inconsequente; é realidade.

Sem precisar raciocinar muito, diante das evidências, penso que a opção correta para o dramático e extremamente perigoso momento atual é delegarnos à Sra. Dilma Rousseff - cujo pai húngaro soube o que é levar bomba na cabeça -, à candidata do PT 13, de Lula e de Celso Amorim, a função de, como presidente do Brasil, continuar jogando todo este plano maligno dos EUA no ventilador, de preferência no discurso anual de abertura dos trabalhos da ONU, função tradicionalmente cumprida pelo presidente brasileiro.

A função histórica do Brasil é acordar e liderar os países oprimidos pelo complexo industrial-militar dos EUA e pelos "líderes" europeus omissos e mentirosos em direção oposta ao paradigma de miséria, insegurança e perigo de extinção permanente a que toda a Humanidade está submetida!!

Exatamente esta tem sido a política exterior do Brasil durante os dois mandatos do seu presidente eleito, Lula, em toda oportunidade que se lhe apresentou; tudo documentado!

Um presidente que sirva de "Pink" para o "Cérebro" do complexo militar-industrial estadunidense não nos serve. E Serra já demonstrou claramente, por suas atitudes, estar disposto a cumprir a função de Pink-peão (ou mesmo de bobo da corte) do "Cérebro" EUA e de sua política externa assassina e desumanizante, associada a instituições que já mataram mais de 250 milhões de seres humanos e abusaram de centenas de milhares de crianças e jovens ao longo de SÉCULOS, ao mesmo tempo que posam como pessoas "de bem" e defensoras da paz, da moral e dos bons costumes!!

Aqui é a vida real; não é desenho animado, tampouco videogame. Não há plano B possível.

Portanto, recomendo expressamente o voto em Dilma Rousseff PT 13 para presidente do Brasil!

Vamos reenviar José Serra e sua turma do PSDB, DEM, PPS e "aliados" ao seu devido lugar: o castelo lúgubre, úmido, frio e desumano do capitalismo privaDista FRACASSADO.

Algo mais: não sou filiado ao PT; e antes que algum fofoqueiro mal-intencionado diga que soei "agressivo como a Dilma no debate", sugiro que abra um dicionário e compare as definições dos vocábulos assertividade e agressividade. A situação está para que sejamos assertivos.



Desejo que a equanimidade e o consenso consigo mesmo(a) reine em todos os corações.


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(1) Segundo Michel Chossudovsky, diretor do Centro de Investigação sobre Globalização, professor emérito da Universidade de Ottawa e editor do site Global Research.

Imagens: Carlos Latuff

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gaza haiku



Não
Sejais
Tímidos
Chamai
Gaza
Gueto







"Village Ghetto Land"

(Stevie Wonder)


Would you like to go with me

Down my dead end street

Would you like to come with me

To Village Ghetto Land



See the people lock their doors

While robbers laugh and steal

Beggars watch and eat their meal -from garbage cans



Broken glass is everywhere

It's a bloody scene

Killing plagues the citizens

Unless they own police



Children play with rusted cars

Sores cover their hands

Politicians laugh and drink-drunk to all demands



Families buying dog food now

Starvation roams the streets

Babies die before they're born

Infected by the grief



Now some folks say that we should be

Glad for what we have

Tell me would you be happy in Village Ghetto Land



Village Ghetto Land

--
Imagem: Marcelo Rampazzo

Bullshit: Petroleum

O derramamento de óleo no Golfo do México põe o mundo em alerta. "Primeiro mundo" incluído.


 clique para ampliar


Petróleo: recurso natural não renovável – (1) característica contestada por alguns –, motor do mundo contemporâneo, quase desde a época da revolução industrial, mas principalmente depois de 1940, aproximadamente. O petróleo move a indústria, os veículos a explosão (carros, ônibus, locomotivas, tratores, navios, aviões) e é usado em usinas termelétricas a diesel para produzir energia elétrica. As usinas termelétricas a diesel são bem conhecidas no Brasil: são aquelas ativadas quando, por uma dessas fatalidades, um parafuso cai da torre de uma rede de transmissão de alta tensão, ou uma ventania derruba uma dessas torres num ponto estratégica e convenientemente difícil de acessar, levando todo o País (e o Paraguai junto) ao apagão.

Voltando ao assunto. O Petróleo é tão importante que uma das regiões onde é produzido em mais larga escala, o Oriente Médio, que no ano 2000 contava com apenas 2,9% da população mundial, é motivo das maiores preocupações "estratégicas" das potências de todo o mundo. Mas essa preocupação já vinha de antes. Toda a transformação dessa área – uma vez pertencente ao Império Otomano – em "países", em estados títeres, estados fantoches, repúblicas fundamentalistas, "reinos" ou simplesmente em "ilhas da fantasia" foi moldada a ferro, fogo e bombardeios pelas potências ocidentais (na cabeça: EUA, Inglaterra e França), mediante invasões, conchavos diplomáticos, guerras artificiais, intervenções salvacionistas etc. Para exemplificar, basta dizer que as famílias reais da área viviam uma frugal e modestíssima vida, em comparação com as cabeças coroadas européias, antes da descoberta e comercialização das "suas" gigantescas jazidas petrolíferas. Não vou citar os nomes das famílias reais, para evitar que fundamentalistas mandem me localizar e matar. Espero que isto seja o suficiente.

Bem, diante da evolução tecnológica, com a possibilidade da utilização de novos materiais e processos para produzir energia, inclusive para os veículos automotores, o uso do petróleo está com os seus dias, quero dizer, décadas, contados. Mas as forças mercadológicas não podem se adaptar, quero dizer, adaptar as suas contas bancárias, de uma hora para a outra a uma mudança de paradigma deste porte; portanto, o processo precisa ser levado paulatinamente. Afinal de contas, a mudança de uso de combustível fóssil para uma diversidade de outras fontes causará impactos econômicos, políticos e sociais. "É preciso" prever e dar curso a esses impactos, e as forças mercadológicas precisam se preparar com muita antecedência... para continuar controlando a situação, é claro. Vou exemplificar: a Alemanha vai produzir mais energia elétrica do que a usina de Belo Monte, quando esta estiver em sua capacidade máxima, simplesmente coletando energia solar. E isso que lá não é um lugar que se possa chamar de "ensolarado". Ou seja, sem impacto em áreas de milhões de hectares habitadas por centenas de milhares de pessoas e berço de inimaginável diversidade biológica e com um investimento de capitais públicos infinitamente menor. Junte os fatos: interesses de grupos no poder + interesses de grupos privados (empreiteiras) + (fundamentalmente) desinformação da opinião pública. Pronto: o “planejamento estratégico energético” de todo um país, de todo um continente, está alinhavado.

clique para ampliar

"A ditadura em Mianmar (ex-Birmânia) é financiada com 450 milhões de dólares anuais, desde a década de 1990, pelas petrolíferas Chevron-Texaco (norte-americana) e TOTAL (francesa) e suas respectivas subsidiárias". Informação da Avaaz.

Enquanto isso...

A Petrobras descobre a maior reserva petrolífera prospectada nos últimos 50 anos, localizada no litoral brasileiro, em altíssimas profundidades abaixo do solo oceânico (na chamada camada pré-sal) – música dramática. Diz-que que, quando essas reservas estiverem em sua produção-pico, daqui a 20 anos, o Brasil poderá tranquilamente tornar-se membro da OPEP! Música ufanista. Uau!... Tomara que ainda valha algo ser membro da OPEP nessa época.

A Petrobras se diz (e é reconhecida como) a detentora da melhor tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas do mundo, à frente de gigantes como PetroChina, Statoil e British Petroleum, entre outras. Ótimo. Resta saber qual é o nível de certeza que esta tecnologia de prospecção e extração de petróleo em águas profundas da Petrobras nos garante que não ocorrerá um acidente de proporções gigantescas como o que ocorreu no mês passado no Golfo do México, com liberação ininterrupta prevista, até o momento, de 80 milhões de barris de petróleo nas águas oceânicas. Mas, segundo o professor da UERJ e ambientalista David Zee, em entrevista à Rádio CBN em 1º de junho de 2010, alguns especialistas estimam que este acidente já liberou muito mais de 80 milhões de barris: em verdade, 150 milhões de barris de petróleo já vazaram para o mar. A mancha já está se aproximando das praias da Flórida. O acidente liberou nas águas, até agora, por baixo, o dobro dos 40 milhões de barris de petróleo derramados na costa do Alasca pelo naufrágio do petroleiro Exxon Valdez, na década de 1990, até então tido como (2) o maior de todos os tempos. O acidente foi causado pela British Petroleum, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo, com sede num país de primeiro mundo, aquele lugar onde fica a Harrods. Uma amiga me disse que uma vez estava na Harrods de Londres e na sessão de frutas pensou que estivesse na de decoração, porque as frutas pareciam artificiais, de tão perfeitas que eram; coisas de "primeiro mundo".

Voltando ao assunto...

O acidente poderia ter sido causado por qualquer outra companhia petrolífera, se estivesse aquela, e não a British Petroleum, realizando os trabalhos de extração do "ouro negro" que, nos EUA, suponho, também sejam concedidos por licitação. Ou seja, não é questão de simplesmente pôr em xeque e demonizar a companhia X ou a companhia Y. É questão de questionar a indústria de petróleo como um todo e saber dela quais são as garantias que nos dá de que, de um dia para o outro, de uma hora para outra, a vida marinha, as aves selvagens, a pesca (e a pesca de subsistência), assim como a indústria de turismo de toda uma região do planeta não serão apagadas do mapa por décadas, no mínimo. Há que se levar em conta que, no caso do Brasil, 85% da produção petrolífera é proveniente do solo oceânico.

plataforma P-36 da Petrobras afundando em 2001

Esta questão também deveria ser levada em conta no caso do recente debate sobre a legitimidade ou não do pagamento de royalties sobre o petróleo para os municípios produtores, na maioria litorâneos. Muito embora, diante da remota possibilidade de uma tragédia, mais importante do que receber royalties – para salvaguardar também a possibilidade de derramamentos –, seria ter 100% de garantia (e de certeza) de que não ocorrerão acidentes do mesmo tipo aqui na costa brasileira; no Rio de Janeiro, no Espírito Santo... Já pensou aquela maré negra mortal chegando em Copacabana, Cabo Frio, Marataízes... em Piúma?! Com a palavra, a Petrobras, o Congresso Nacional e a opinião pública.

(1) Alguns discordam de o petróleo ser considerado recurso não renovável e explicam suas teses. Algumas até dignas de investigação.

(2) O maior derramamento de petróleo da História ocorreu durante a Guerra do Golfo. 2,3 BILHÕES de barris de petróleo!! O ambientalista e professor da UERJ David Zee disse isso na entrevista, mas, não sei por quê, a âncora da CBN não deixou que ele completasse o pensamento e mudou rapidamente de assunto, para "a responsabilidade das empresas etc.". Por que será que ela mudou de assunto?? Afinal, foram 2,3 BILHÕES de barris de óleo jogados no meio ambiente por causa do complexo industrial-militar!! Há dias que eu não durmo direito tentando entender por quê a jornalista mudou de assunto; vocês acham que me preocupo excessivamente com detalhes?

Charge: Rob Maia

Imagem plataforma P-36: Photographs taken by Captain Tor-Andre Remøy of the Far Sailor

Desenho: Da Série "Ovo Frito Didático", de  Angelo Polveroso
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