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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bombardeios Mentiras e Videotape

Quando da visita do presidente do Brasil, Lula, e do seu chanceler Celso Amorim ao Irã para fechar o acordo de fiscalizacão das instalações nucleares, o PIG (Partido da Imprensa Golpista Brasileira) e o PSDB de Serra e seus aliados reclamaram muito, espernearam mesmo, disfarçando o ranger de dentes, igualzinho a Hillary Clinton (que pratica uma diplomacia altamente questionável).

Essas pessoas praticamente rasgaram as suas vestes em público quando o Brasil, nas pessoas de seu presidente eleito, Lula, e seu ministro de relações exteriores, Celso Amorim, convenceu, mediante o diálogo, o Irã a assinar o acordo que, ressalte-se, os estadunidenses haviam tentado lhe impor sob ameaças, sem sucesso.

Ao dar chilique, rasgar as vestes em público e atacar o governo brasileiro justamente pelo sucesso da sua diplomacia anti-imperialista, diálogica e inclusiva, eles (o PIG e o PSDB de Serra e aliados) sinalizaram claramente que não mexerão uma palha para tentar impedir a possível invasão do Irã pelos EUA.

E, por falar nisso, onde se esconderam os "verdes" e "ecologistas" numa hora dessas? Porque praticamente só falam de sacolas plásticas, e peido de boi que emite CO2 etc. e se omitem quanto ao dano ambiental e social causados pelos porta-aviões, bombardeiros, jatos militares, munições de urânio empobrecido etc., em suma, pelas instalações e insumos da máquina assassina de guerra de EUA e "aliados"? A luta ecologista já deveria estar confrontando esta ameaça há longo tempo! Verdadeiros ecologistas deveriam confrontar esses esquemas.

Você sabe quantas pessoas civis morreram no Iraque devido à invasão e bombardeios dos EUA? 2 MILHÕES DE SERES HUMANOS!!

(1) FATO: Desde há algum tempo os EUA se preparam para jogar bombas nucleares no Irã.

Seria ingenuidade pensar que países ameaçados em suas fronteiras (China, Rússia) não reagiriam a isto.

Caso apenas 100 das 25.000 ogivas nucleares existentes no mundo sejam detonadas, mesmo em áreas restritas, não somente as populações dos países conflitantes morrerão, mas toda a humanidade perecerá, assim como toda a vida no planeta Terra, devido ao fenômeno denominado "inverno nuclear" - produzido pelo subsequente bloqueio da luz solar durante meses. Isto não é uma hipótese, tampouco alarmismo inconsequente; é realidade.

Sem precisar raciocinar muito, diante das evidências, penso que a opção correta para o dramático e extremamente perigoso momento atual é delegarnos à Sra. Dilma Rousseff - cujo pai húngaro soube o que é levar bomba na cabeça -, à candidata do PT 13, de Lula e de Celso Amorim, a função de, como presidente do Brasil, continuar jogando todo este plano maligno dos EUA no ventilador, de preferência no discurso anual de abertura dos trabalhos da ONU, função tradicionalmente cumprida pelo presidente brasileiro.

A função histórica do Brasil é acordar e liderar os países oprimidos pelo complexo industrial-militar dos EUA e pelos "líderes" europeus omissos e mentirosos em direção oposta ao paradigma de miséria, insegurança e perigo de extinção permanente a que toda a Humanidade está submetida!!

Exatamente esta tem sido a política exterior do Brasil durante os dois mandatos do seu presidente eleito, Lula, em toda oportunidade que se lhe apresentou; tudo documentado!

Um presidente que sirva de "Pink" para o "Cérebro" do complexo militar-industrial estadunidense não nos serve. E Serra já demonstrou claramente, por suas atitudes, estar disposto a cumprir a função de Pink-peão (ou mesmo de bobo da corte) do "Cérebro" EUA e de sua política externa assassina e desumanizante, associada a instituições que já mataram mais de 250 milhões de seres humanos e abusaram de centenas de milhares de crianças e jovens ao longo de SÉCULOS, ao mesmo tempo que posam como pessoas "de bem" e defensoras da paz, da moral e dos bons costumes!!

Aqui é a vida real; não é desenho animado, tampouco videogame. Não há plano B possível.

Portanto, recomendo expressamente o voto em Dilma Rousseff PT 13 para presidente do Brasil!

Vamos reenviar José Serra e sua turma do PSDB, DEM, PPS e "aliados" ao seu devido lugar: o castelo lúgubre, úmido, frio e desumano do capitalismo privaDista FRACASSADO.

Algo mais: não sou filiado ao PT; e antes que algum fofoqueiro mal-intencionado diga que soei "agressivo como a Dilma no debate", sugiro que abra um dicionário e compare as definições dos vocábulos assertividade e agressividade. A situação está para que sejamos assertivos.



Desejo que a equanimidade e o consenso consigo mesmo(a) reine em todos os corações.


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(1) Segundo Michel Chossudovsky, diretor do Centro de Investigação sobre Globalização, professor emérito da Universidade de Ottawa e editor do site Global Research.

Imagens: Carlos Latuff

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Portugal decide marchar

Lisboa, 10/10/2009 – Num ato de desobediência civil, estudantes voluntários do Movimento Humanista estenderam uma faixa gigantesca desde o topo do elevador de Santa Justa para convocar à participação na primeira marcha mundial que pedirá o fim de todos os arsenais nucleares e das guerras, assim como de todos os tipos de violência.



A Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência começou em Wellington (NZ) em 2 de Outubro – Dia Mundial da Não-Violência instituído pela ONU, em homenagem ao nascimento de Gandhi – e está percorrendo 100 países. Ela chegará a Lisboa em 13 de Novembro e continuará se dirigindo para o Oeste, até finalizar em 2 de Janeiro de 2010 na Cordilheira dos Andes chileno-argentina, sem deixar de passar antes pela Antárctica. Milhares de anónimos, personalidades (incluindo chefes de estado) e instituições já estão a apoiar a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Carta aberta a Barack Obama


Carta enviada pelos porta-vozes do Novo Humanismo da Europa, América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e África ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

CARTA AO PRESIDENTE ELEITO DOS EUA, BARACK OBAMA
24 de novembro de 2008

Caro Presidente eleito dos EUA Barack Obama.

Em primeiro lugar, aceite nossas cálidas congratulações pela sua eleição, a qual inspirou pessoas ao redor de todo o mundo; e pela conduta da sua campanha, que foi conduzida com integridade, inspiração e talento consumado.

A reação ao resultado, de Nova Iorque a Nairóbi e por todo o mundo, refletiu não apenas o profundamente sentido simbolismo de superar tragédias históricas, mas também as mais profundas esperanças de pessoas de todas as nações e cores por uma profunda mudança na direção da governança do mundo.

Este é um momento de grande mudança, de grande perigo e de grande oportunidade. Como Humanistas, desejamos ressaltar especialmente o grave perigo da guerra nuclear que o mundo está enfrentando hoje – um perigo que supera até mesmo os mais hostis momentos da Guerra Fria.

Por esta razão, solicitamos que o senhor use o poder do seu novo gabinete, o mandato que o senhor recebeu dos cidadãos dos Estados Unidos e o apoio das pessoas ao redor do planeta, para assinalar decisivamente uma nova direção para a política externa dos EUA. Na nossa visão, as prioridades desta nova direção deveriam ser a retirada das tropas dos EUA de todos os territórios ocupados, inclusive do Iraque e do Afeganistão, e uma clara e imediata iniciativa em direção ao desarmamento nuclear proporcional e progressivo.

Nós te urgimos a avançar com estas iniciativas imediatamente, com o objetivo de enviar um claro sinal para o mundo e relaxar as tensões. Acreditamos que a janela de oportinidade para tal ação é muito curta – medida em semanas ao invés de em meses. Caso o senhor continuasse a mostrar a coragem e a visão demonstrada em sua campanha, traçando um curso claro para a retirada e o desarmamento, acreditamos que os povos do mundo o apoiariam decisivamente. Caso o senhor esperasse muito, entretanto, a oportunidade poderia ser irremediavelmente perdida.

Reconhecemos que o senhor não governa sozinho e que haverá fortes pressões de interesses poderosos para que continua na direção militarizada. Também acreditamos que o senhor tem a força e a capacidade de forjar uma nova direção para a humanidade neste momento histórico de profundas mudanças que estão afetando todos nós que vivemos neste pequeno planeta. O senhor pode escolher esta direção, que é urgente e necessária para trazer o mundo de volta da borda de um abismo nuclear, e pode contar com o apoio dos Humanistas por todo o mundo.

Também gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para informá-lo sobre a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência e pedir-te para somar-se a nós em seu apoio. A Marcha, que está sendo organizada pela Fundação Mundo sem Guerras (World Without Wars Foundation) e apoiada por numerosas organizações internacionais e personalidades bem conhecidas, começa em Wellington, Nova Zelândia, em 2 de outubro de 2009 (o Dia Internacional da Não-Violência), e passará por 90 países dos 6 continentes em 3 meses, terminando na parte argentina da Cordilheira dos Andes em 2 de janeiro de 2010. A Marcha será muito aberta e includente, encorajando iniciativas, a criatividade e uma diversidade de formas – passeatas, concertos, demonstrações, festivais, trabalho com a imprensa, conferências, seminários e encontros com governos etc. – com o objetivo de aumentar globalmente a conscientização sobre a necessidade urgente do desarmamento nuclear.

Presidente eleito dos EUA, Obama, nós te convidamos a apoiar a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.

Com nossos agradecimentos e os mais sinceros votos,

Chris Wells,
Porta-voz do Novo Humanismo na América do Norte
Tomas Hirsch,
Porta-voz do Novo Humanismo na América Latina
Giorgio Schultze,
Porta-voz do Novo Humanismo na Europa
Sudhir Gandotra,
Porta-voz do Novo Humanismo na Ásia-Pacífico
Ivan Andrade,
Porta-voz do Novo Humanismo na África

Imagem: Chris Wells, Tomas Hirsch & Giorgio Schultze


Letter by the New Humanist spokespersons for Europe, North America, Latin America, Asia-Pacific and Africa to US president-elect Barack Obama. Click here to read original in English.





quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A lógica de comprar armamentos é gastá-los

"Contra a ilusão militarista"

"A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.

Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam,também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização.

Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio "cirúrgico", ou seja, que atinja apenas alvos militares. Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel.

Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não. O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos,mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz comos palestinos.

Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.

Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes: Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos. O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis. A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.

O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas."

Declaração da diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

Arte: Carlos Latuff

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Assine contra a "guerra nas estrelas" dos EUA

Vá até o site abaixo e apoie esta campanha contra a construção da base americana na República Tcheca e o lançamento do "escudo espacial" ("guerra nas estrelas") dos EUA. O mundo precisa de 500 mil assinaturas antes do fim do mandato do atual presidente (Republicano) dos EUA, para forçar o parlamento tcheco a convocar a população em referendo, para aprovar ou não o projeto. Sessenta e oito por cento da população são contra o projeto. Veja na imagem abaixo como assinar, quando chegar ao site (clique na imagem para ampliá-la e ver como se preenchem os campos, caso vc só entenda português):

Endereço do site: http://petice.nenasili.cz/index.php?lang=es

Há opção de várias línguas no site, mas aqui está a tradução para o português.

Tradução do site em português

“Não estou de acordo com a instalação de bases militares dos EUA no território da República Tcheca, como parte do projeto DMN (Defesa Nacional contra Mísseis). A implementação deste projeto está aumentando as tensões internacionais, gerando uma nova corrida armamentista, e é o primeiro passo em direção à militarização e o controle do espaço. Já que mais de dois terços da população tcheca são contra este projeto, considero que o mais justo é que a população tcheca tenha direito de decidir sobre tão importante questão, através de um referendo.”

Declaração

O projeto DMN dos EUA é um sistema de mísseis de defesa muito complexo que implica a produção de novas armas e a instalação de bases militares dos EUA em diferentes partes do planeta. Particularmente, na Europa, o primeiro passo é a instalação de um sistema de radares na República Tcheca, assim como uma base para interceptação de mísseis na Polônia.

Este plano dividiu a Europa, que até o presente momento não tem sido capaz de dar uma resposta unitária, coerente e não-violenta às políticas agressivas dos EUA. As reações da Rússia e da China criaram uma atmosfera de “guerra fria”. As tensões internacionais estão aumentando e a louca corrida armamentista (tanto convencional como nuclear) se reiniciou. E, o mais grave, as bases estão sendo instaladas para militarizar e controlar o espaço. Mais de dois terços da população tcheca é contra a instalação das bases militares dos EUA em território tcheco. Apesar disto, os governos tcheco e norte-americano continuaram suas negociações, que estão, neste momento, chegando a sua fase de conclusão.

A população declarará que qualquer contrato que o governo tcheco assine com o governo norte-americano, a respeito do projeto de instalação de bases militares dos EUA em território tcheco, não terá nenhum valor legal. Desta maneira, os tchecos não se sentirão de nenhuma maneira atados a nenhum compromisso. O respeito formal pelas leis que foram aprovadas pelo Parlamento com uma maioria relativa não é suficiente para considerar que se trata de uma democracia real. Quando o governo toma uma decisão que vai claramente contra a maioria de seus cidadãos, este não é representante nem do espírito nem da mais profunda essência da democracia.

O governo dos EUA deve entender claramente que não está dialogando com o povo tcheco, mas sim com uma minoria que não representa a maioria dos cidadãos tchecos. Por este motivo, nenhum acordo terá valor legal. Nossos amigos norte-americanos devem entender claramente que as políticas do seu governo estão gerando um crescente sentimento de “antiamericanismo” que nunca antes esteve presente na cultura tcheca e que, deste modo, a única coisa que conseguirão com suas políticas agressivas é que elas se voltarão contra eles próprios. Sabemos que já começou uma ação não-violenta para boicotar produtos americanos, e que este fenômeno pode se estender para além das fronteiras da República Tcheca.

A maioria dos tchecos não quer bases militares estrangeiras em seu território. A maioria dos tchecos quer decidir por si mesma sobre estes problemas, através de um referendo: um instrumento fundamental em qualquer democracia.

Jan Tamás
Movimento não-violento contra as bases dos EUA na República Tcheca

Dana Ferminová
Europa pela Paz

Movimento Humanista – spain@europeforpeace.eu
Design e codificação: profiimage & hot-ice.eu

Member of The Internet Defense League

CEH-RJ

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