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sexta-feira, 4 de junho de 2010
Gaza haiku
Não
Sejais
Tímidos
Chamai
Gaza
Gueto
"Village Ghetto Land"
(Stevie Wonder)
Would you like to go with me
Down my dead end street
Would you like to come with me
To Village Ghetto Land
See the people lock their doors
While robbers laugh and steal
Beggars watch and eat their meal -from garbage cans
Broken glass is everywhere
It's a bloody scene
Killing plagues the citizens
Unless they own police
Children play with rusted cars
Sores cover their hands
Politicians laugh and drink-drunk to all demands
Families buying dog food now
Starvation roams the streets
Babies die before they're born
Infected by the grief
Now some folks say that we should be
Glad for what we have
Tell me would you be happy in Village Ghetto Land
Village Ghetto Land
--
Imagem: Marcelo Rampazzo
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A lógica de comprar armamentos é gastá-los
"Contra a ilusão militarista""A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.
Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam,também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização.
Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio "cirúrgico", ou seja, que atinja apenas alvos militares. Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel.
Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não. O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos,mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz comos palestinos.
Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.
Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes: Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos. O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis. A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.
O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas."
Declaração da diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação
Arte: Carlos Latuff
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