sexta-feira, 19 de julho de 2013

Do instinto de conservação da espécie humana

O que significam todas as manifestações, protestos e eventos acontecendo no mundo nos últimos dois anos?

manifestação_20130628_cinelândia
Manifestação Cinelândia — Rio de Janeiro, junho de 2013
Foto: São Sebastião do Rio de Janeiro

As pessoas que observam passivamente aparte, ou em suas TVs em casa, perguntam: o que querem esses manifestantes? Contra o que protestam? Sabem realmente o que querem? Aqui no Brasil, as manifestações começaram quando as passagens de ônibus e metrô subiram 20 centavos; no entanto, inclusive quando os governos locais baixaram as tarifas aos níveis originais, os protestos não diminuíram.

Durante as manifestações em alguns países do Oriente Médio, da “Primavera Árabe”, as pessoas exigiam uma mudança de regime. Em outras manifestações, as pessoas pediam melhorias na Educação. Na Europa e no Chile pedem educação, serviços de Saúde sem custo etc. Em algumas manifestações as exigências dos participantes são tão diversas quanto direitos dos homossexuais, temas ambientais, direitos dos animais, transparência no governo, uma imprensa verdadeiramente livre, serviços de Saúde universais, democracia verdadeira [direta], justiça social etc. Alguns se queixam dos organismos geneticamente modificados (OGM- GMO), de funcionários públicos corruptos, da brutalidade policial, do sistema bancário em quebra, dos regimes autoritários etc.

Em alguns países, as massas podem conseguir o que almejavam. Conseguiram desvencilhar-se de tiranos, ditadores, juntas militares; conseguiram a mudança de regime. Mas… por que continuam protestando? Por que continuam nas ruas, nas praças e nos parques?
O que está realmente acontecendo?

O que acontece é que as pessoas começam a salegoria prisãoentir um mal-estar generalizado. De alguma maneira sentem-se agitadas internamente. Sabem somente que alguma coisa vai mal, que de alguma maneira algo não está funcionando.
Os dois instintos primordiais são: o instinto de autoconservação e o instinto de conservação da espécie.

Temos de compreender que, se nós, como indivíduos, temos uma consciência individual, também devemos entender que a espécie, como um todo, também é uma entidade; que a espécie, como entidade, tem sua própria consciência. Estejam conscientes de que, neste exato momento, essa é a consciência que opera agora nesses movimentos. E é a espécie humana quem percebe a ameaça que se lhe afronta. E sabe que atrás de si jaz o grande abismo. Sabe que o sistema já se encontra em uma situação-limite e que está a ponto de arrastar tudo consigo. Essa consciência coletiva despertou e quer superar aquele abismo.

Já não se trata do quê as pessoas querem. Já não se trata do quê você e eu queiramos. Não se trata do que queiramos como indivíduos. Consciência coletivaAgora, trata-se daquilo que a espécie, como totalidade, necessita. E necessita uma resposta totalizadora às crises globais que enfrenta: necessidade de uma mudança total. Necessita de transformação. Sabe que, para sobreviver, deve dar um salto gigantesco, fazer a revolução total, a transformação total: do indivíduo, do sistema, da espécie.

möebius
MH

Artigo reproduzido do blog Beyond Mere Survival (Além da Mera Sobrevivência)


Material de apoio para discussão e implementação da transformação total:


· A Respeito do Humano
· As Condições do Diálogo
— Em preparação:
· A Modificação do Transfundo Psicossocial

  

Alguns lugares propícios (e recomendados) para juntar-se e trabalhar a transformação total, sob a ótica do Novo Humanismo — Os Parques de Estudo e Reflexão:

Chaplin_parques de estudo e reflexão_A Mensagem de Silo
Arte: ABAFO
· Parque Caucaia (Cotia – SP) 
· Parque Retiro (Maricá — RJ) 
· Parque Igarassu (Recife – PE)
· Parque Minho (Minho — Portugal)
· Parque Marracuene (Marracuene — Moçambique)
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