terça-feira, 1 de junho de 2010

Dois pesos e duas medidas

Repúdio Humanista ao criminoso ataque israelense (à Flotilha da Liberdade rumo a Gaza)
Guilhermo Sullings

O Partido Humanista Internacional manifesta o seu enérgico repúdio ao criminoso ataque perpetrado por forças especiais israelenses contra a "Frota da Liberdade", que levava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, provocando a morte de cerca de 20 pessoas e mais de 30 feridos entre os civis que tripulavam os barcos.

Pressenza Buenos Aires, 31/05 – Instamos a que toda a comunidade internacional, e as Nações Unidas em sua representação, se manifestem com determinação a respeito. Não são de maneira alguma suficientes os "pedidos de investigação de como se deram os acontecimentos", ou a "preocupação pelo uso desmedido da força", com a qual vários governos da Europa e os Estados Unidos pretenderam dar uma resposta diplomática a tal evento. Porque, muito além de como se tenha produzido o desenlace final do ataque, sem risco de retaliação, sobre civis, nada pode justificá-lo, como tampouco se pode justificar o bloqueio e a ocupação que estão na raiz deste feito criminoso. E tampouco pode-se falar de uso desmedido da força, dando a entender que poderia existir um uso dosado ou razoável da força, no marco desta situação.

Israel vem descumprindo sistematicamente as diversas resoluções das Nações Unidas, particularmente a resolução 1860, que o obriga a acabar com o desumano bloqueio a Faixa de Gaza e permitir a livre entrada de ajuda humanitária. Desta forma, não se pode pretender explicar este crime como um erro, ou como um excesso no cumprimento de controles que por si sós são totalmente ilegais e arbitrários, e fundamentalmente desumanos, levando em conta a situação extrema na qual vive a população palestina naquele lugar.

Os Humanistas já denunciamos, em seu devido momento, a última invasão, no ano de 2009, a Faixa de Gaza, reivindicando o direito que têm, tanto o povo judeu quanto o povo palestino, de poder ter o seu próprio teritório. Afirmamos que a existência das duas nações com seu próprio território soberano será a solução para acabar, tanto com os atropelos do exército israelense, como com os atos criminosos do terrorismo.

Nós, os Humanistas, também afirmamos em nossa recente Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência, que são prioridades o desarmamento nuclear, a redução do armamento convencional e a retirada das tropas dos territórios invadidos, para poder fazer avançar a paz no mundo. Porque deve-se acabar com a hipocrisia desta ordem internacional na qual há países que são obrigados a cumprir as resoluções das Nações Unidas, e há potências militares que, ao parecer, têm o direito de ignorar as mesmas.

Guillermo Sullings
PARTIDO HUMANISTA INTERNACIONAL

Origem: Pressenza Agência de Notícias Internacional









Vídeo-documentário da viagem em um dos navios da Flotilha da Liberdade rumo a Gaza


Trecho de carta aberta da cineasta e ativista social brasileira Iara Lee, ativista brasileira tripulante da Flotilha da Liberdade

"O cerco à Faixa de Gaza pelo governo israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas, cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.

O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”

Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável."

Carta completa aqui.

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