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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Construindo a Nação Humana Universal Agora

A cúpula dos prêmios nobel da paz e Silo:

«Por um mundo não-violento»

Pressenza Berlim, 11-11-2009
Ariane Weinberger
Depois das cerimônias da queda do muro, na Cúpula dos Nobel da Paz, o convidado de honra Silo, fundador do Humanismo Universalista, 40 anos depois de seu primeiro discurso público, está convencido da possibilidade de construir a Nação Humana Universal fundada sobre uma cultura de não-violência ativa, uma nova sensibilidade traduzida em ações sociais exemplares.
Silo discursa na Cúpula dos Prêmios Nobel da Paz




Depois das cerimônias dos 20 anos da queda do muro, a 10ª Cúpula dos Nobel da Paz teve como convidado de honra Silo, fundador do Humanismo Universalista e inspirador da Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência. Passados 40 anos de seu primeiro discurso público, ele está convencido da possibilidade de construir a Nação Humana Universal fundada sobre uma cultura de não violência ativa.

Silo recordou que o mundo atual está ameaçado pela alta probabilidade de conflitos e acidentes nucleares, pela armamentismo e pela violenta ocupação militar de territórios. Denunciou os interesses e a irresponsabilidade dos grandes poderes, assim como a loucura assassina de grupos violentos. Por outro lado, insistiu na necessidade de despertar uma consciência global pela paz e pelo desarmamento e sobre a urgência de instalar uma sensibilidade nova, uma verdadeira “repulsão” contra todo tipo de violência, não somente física, mas também econômica, racial, psicológica, religiosa e de gênero; sensibilidade que terá que se traduzir em ações sociais exemplares. E citou algumas destas ações. A mais recente, ocorrida na República Tcheca contra o escudo espacial estadunidense. Depois de um ano de luta, foi obtida a postergação da assinatura do tratado e depois a sua suspensão definitiva, após a investida de Obama.

Ao receber de Mairead Corrigan Maguire a “Carta Para um Mundo sem Violência”, redigida pelos laureados com o Prêmio Nobel da Paz, Silo se comprometeu, em nome do Movimento Humanista e de seus organismos, dos quais é impulsionador, a ser seu embaixador e dar a esta carta uma máxima divulgação, através da campanha atual: a Marcha Mundial pela Paz e a Não Violência, que desde e dia 2 de outubro percorre uma centena de países nos 6 continentes durante 3 meses e que já mostra sinais de uma mobilização social sem precedentes. Silo detalhou: “Somente este tipo de ação social exemplar tem a capacidade de sepultar as estruturas sociais atuais e produzir uma mudança radical em nosso mundo” e agregou que “a verdadeira força impulsionadora nasce do ato simples daquele que adere conscientemente a uma causa digna e a compartilha compartilha com outros “.

Leia o discurso completo de Silo e sua biografia
Vídeo em alta resolução
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Extrato de 4 minutos

Este artigo em Pressenza International Press Agency

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The Nobel Peace Laureates Summit and Silo: For a non-violent world

Thursday, November 12, 2009 02:01:27 PM, Ariane Weinberger & amp; ummid.com


Berlin: Silo, the founder of Universalist Humanism and the inspiration behind the World March for Peace and Nonviolence, today addressed the 10th Summit of Nobel Peace Laureates, which was held in Berlin in commemoration of the 20th anniversary of the fall of the wall.


Silo‘s talk, “The Meaning of Peace and Nonviolence in the Present Moment,” spoke to the possibility of constructing a Universal Human Nation founded upon a culture of active nonviolence.

He was introduced by Mairead Corrigan Maguire, who received the Nobel Peace Prize in 1976 for her mediation work between Protestants and Catholics in Northern Ireland.

Silo described the present situation in the world as “extremely complex,” characterized by a growing nuclear threat, a resurgent arms race, widespread poverty and the clash of cultures, and a crisis of the international financial system.

In his view, these are not isolated crises, however, “but rather a picture that reveals the global failure of a system whose method of action is violence and whose central value is money.”

In particular, Silo denounced the irresponsible interests of the world’s nuclear powers and the madness of violent groups with possible access to nuclear weapons, which have put the entire planet at risk of an accident or confrontation of disastrous proportions.

The way out of this crisis, he insisted, is to create global awareness of peace and disarmament. “But it is also necessary,” he went on, “to awaken a consciousness of Active Nonviolence that allows us to reject not only physical violence, but all forms of economic, racial, psychological, and gender violence.”

Here he cited the importance of exemplary social actions that permit broad participation, illustrated by the World March for Peace and Nonviolence, an unprecedented social mobilization that was initiated on October 2nd and is involving one million people in 100 countries on 6 continents.

“For the first time in history an event of this magnitude has been put in motion by the participants themselves,” Silo said. “The true strength of this impulse is born in the simple act of one who, out of conscience, joins a dignified cause and shares it with others.”

"A march is crossing the world. The March for Peace and Nonviolence. It is as the founder of Universalist Humanism and the inspiration behind the World March that I would like to speak briefly to the forum. The March has galvanized numerous initiatives and activities, such as the symbolic journey of a team of enthusiasts who, having begun on October 2nd in Wellington, New Zealand, are traveling for three months through a number of countries until the conclusion on January 2nd, 2010 at the foot of Mount Aconcagua in Punta de Vacas, midway between Argentina and Chile", he said.

"The March was launched at the Symposium of the World Center of Humanist Studies, at the Park of Study and Reflection in Punta de Vacas on the 15th of November 2008, one year ago, with the clear intention of creating awareness of the dangerous global situation in which we are living, which is marked by, an increased probability of nuclear conflict, by the arms race, and by violent territorial military occupations", he added.


Silo was joined on the stage by Rafael de la Rubia, spokesperson for the World March, and together they were presented with the Summit’s own “Charter for a World Without Violence” by Corrigan Maguire. Silo promised, in the name of the Humanist Movement and its affiliated organizations, to be emissaries for the Charter and to disseminate it widely through the World March, urging world leaders to adhere to its proposals of nonviolence.

This article on UMMID  
Our acknowledgements to UMMID





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Portugal decide marchar

Lisboa, 10/10/2009 – Num ato de desobediência civil, estudantes voluntários do Movimento Humanista estenderam uma faixa gigantesca desde o topo do elevador de Santa Justa para convocar à participação na primeira marcha mundial que pedirá o fim de todos os arsenais nucleares e das guerras, assim como de todos os tipos de violência.



A Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência começou em Wellington (NZ) em 2 de Outubro – Dia Mundial da Não-Violência instituído pela ONU, em homenagem ao nascimento de Gandhi – e está percorrendo 100 países. Ela chegará a Lisboa em 13 de Novembro e continuará se dirigindo para o Oeste, até finalizar em 2 de Janeiro de 2010 na Cordilheira dos Andes chileno-argentina, sem deixar de passar antes pela Antárctica. Milhares de anónimos, personalidades (incluindo chefes de estado) e instituições já estão a apoiar a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.

domingo, 16 de agosto de 2009

John e Yoko



Em comemoração aos 40 anos do “Bed-in” (greve na cama) de John Lennon e Yoko Ono, em favor do fim da guerra do Vietnam e pela Paz Mundial, a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência organizou uma reedição do evento no Central Park (NY) no Sábado 16 jul 2009. A reportagem foi ao ar no Fantástico, dentro de uma matéria sobre os 40 anos do Festival de Woodstock. O Bom Dia Brasil passou a matéria completa (vídeo abaixo) no dia seguinte.



Dê a sua contribuição para a não-violência indo no site da Globo Vídeo e dando a sua opinião sobre este vídeo (isto ajuda na divulgação).
Site do Mundo sem Guerras (assine a declaração).

Site da Marcha Mundial (inscreva a sua organização oficialmente).
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Image and video: Fantástico is the Brazilian Globo television's news and varieties weekend show – more than 80 million people watch it. Bom Dia Brazil is the leader Brazilian morning newscast.

Story of the Bed-in at
Imagine Peace by Yoko Ono.

Also visit World March for Peace and Nonviolence USA website.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pequenos Gandhis
Lincoln Sobral

O que te vêm à mente quando você ouve a palavra "violência"? Talvez um evento mais ou menos distante, como o último assalto seguido de morte sobre o qual você leu no jornal, ou algum protesto, repressão violenta a manifestação ou briga de torcidas organizadas que passou na TV? Estará a violência reduzida a poucas categorias, abrangendo um espectro tão pequeno de eventos dissociados entre si? Vejamos.


O que é a violência?
A violência é o ato de se impor ao outro e produzir-lhe dano ou excluí-lo do todo da sociedade, seja pela força física, seja pela força de armas, seja pelo poder superior de qualquer categoria (exemplos: "poder" psicológico, ou de gênero).

Alguns tipos de violência

A violência de gênero e a violência sexual

A sociedade humana atual é majoritariamente patriarcal (regida por homens). De fato, as mulheres recebem em média salários menores, mesmo que tenham as mesmas atribuições dos homens e realizem trabalhos tão ou mais complicados. Mas, isto não pára por aí. Por mais que se diga que as mulheres estão "crescendo no mercado de trabalho", isto apenas refere-se a um estrato alto de mulheres numa minoria de países; sem levar em conta que as mulheres casadas enfrentam dupla jornada de trabalho, ao ter de se encarregar ('culturalmente') da gestão do lar e dos principais aspectos da vida e da educação dos filhos. Em muitos países as mulheres são coagidas fisicamente e tratadas como objetos de consumo, não tendo poder de decisão sobre o destino de suas vidas. Basta dizer que não existe tráfico de homens para exploração sexual; só de mulheres.

Todo homem que se vale do seu gênero para produzir dano a ou excluir uma mulher exerce violência de gênero; o contrário se aplica às sociedades matriarcais. Desnecessário explicar a violência sexual.

Toda pessoa que discrimina outros em razão de sua opção de exercício da sexualidade ou do seu gênero exerce violência.

A violência étnica (“racial”)

Na sociedade humana atual o "status" está concentrado nos indivíduos que semelham o ser humano caucasiano europeu (por razões históricas) – o ser humano do futuro provavelmente avaliará isto como uma 'curiosidade histórica'. Algumas vezes, os avanços tecnológicos atuais e a sofisticação filosófica ancestral de algumas sociedades orientais causam "espanto" (Japão, China, Índia, Borobudur, Angkhor etc.). Sem falar das sociedades do Oriente Médio, atualmente retratadas grotescamente pela mídia de massas como sendo formadas por bandos de fanáticos religiosos, apesar de terem sido a guarda segura dos conhecimentos da Grécia Clássica para a Idade Moderna e as criadoras e divulgadoras de vários avanços científicos, numa época de conhecimento infantil, quando ainda acreditava-se ser o mundo plano?

Resta à cultura ocidental européia, nestes casos, o artifício da tentativa de mimetizar-se com esses avanços; algumas vezes esta cultura rende-se àquele maior avanço, mas sem antes destacar a contribuição que o Ocidente teve para que aquilo viesse à tona, pelo menos. Difícil será superar na história do mundo o poder de reconciliação sem paralelos que se manifestou durante os julgamentos dos tribunais comunitários ocorridos na Botswana (África) depois dos massacres étnicos ocorridos naquele país na década passada, quando criminosos e vítimas ficavam frente a frente e as vítimas declaravam aos criminosos o seu perdão, diante da comunidade: uma lição para um mundo que vê na retaliação e no castigo o único caminho para superar a violência. Sem falar das sofisticadas relações de amor e lealdade entre famílias e clãs que se mantém há séculos na África, na América Latina e nas ilhas do Pacífico.

Todo ser humano que exerce discriminação contra quaisquer indivíduos em razão da etnia destes diferir da sua exerce violência.


A violência baseada em diferenças socioculturais

Existe uma grande defasagem cultural-educacional (devida a fatores históricos) entre as pessoas, as quais, sem embargo, vivem no mesmo mundo. A ação de dificultar ou impedir o acesso de alguém à educação plena a que tem direito ou de humilhá-lo, rebaixando-o em razão de seus parcos conhecimentos, é violência. Isto é uma violência psicológica que se apóia em diferenças de nível cultural. A ação de ridicularizar a cultura de outrem por quaisquer razões, também é violência psicológica que se apóia na discriminação e no chauvinismo cultural.


A corrupção: violência econômica contra a correta gestão dos recursos do povo

Muitos gestores públicos (chamados de "políticos") exercem violência (seria a grande maioria deles?), ao desviar verbas da educação pública ou utilizá-las intencionalmente mal ou de forma tendenciosa e danosa. Isto se chama corrupção aplicada ao sistema educacional na gestão pública.

A corrupção na gestão pública é um dos nomes específicos para "violência econômica". Embora muitíssimos nomes de formas de violência (quase todos?) possam ser aplicados à "corrupção na gestão pública".

Outras formas de corrupção: desviar verbas da saúde pública; desviar verbas em geral; fazer acordos secretos de uso de recursos públicos em benefício próprio e de privilegiados e / ou apaniguados; negar acesso dos cidadãos a quaisquer detalhes da administração pública que estejam sob a sua responsabilidade; manipular a opinião pública para criar tendências sociais em favor de interesses particulares (corrupção + violência psicológica); destruir, prejudicar, eliminar ou danificar os ativos (humanos e não-humanos) do Estado, tais como: categorias profissionais, bancos de dados e instalações públicas (entre muitos outros), com o objetivo de prejudicar o governo subseqüente de um partido político opositor na implementação do seu programa de governo – não sei se qualificar isto apenas como "violência" seria o suficiente. Financiar obras e melhorias com o único objetivo de repassá-las à administração privada posteriormente (geralmente, a preços subfaturados), para gerar lucros para uma minoria empresarial. Corrupção passiva derivada da corrupção na administração pública: receber pagamento direto ou indireto de gestores públicos para dar-lhes visibilidade na mídia; receber benesses de gestores públicos para atacar ou denegrir a imagem dos seus adversários (leais ou desleais) – ambas com a finalidade de perpetuar o poder do corruptor.

A violência contra a infância e a violência entre gerações

As crianças são infinitamente mais frágeis que os adultos e os adolescentes bastante mais frágeis (pelo menos psicologicamente, na maioria dos casos). Todo adulto que, valendo-se da sua superioridade física, psicológica, ou de posição social (por exemplo: um diretor de escola) castiga fisicamente ou humilha psicologicamente uma criança ou um jovem, exerce violência, seja pai daquela criança, ou não. Negar ao jovem (e à criança) a possibilidade de expressão das suas necessidades, inquietudes, objetivos e desejos também é violência. Várias vezes, adolescentes e jovens agem violentamente contra a própria família – ápice do 'retorno' da violência. Certamente, essas ações acontecem como resposta irracional a uma situação limite anterior de violência sofrida ou de exposição destituída de senso crítico a um sistema social violento. A criança e o jovem tratados com o respeito, atenção, dedicação e o amor que a todo ser humano é devido, certamente jamais exercerão violência, de vez que não haverá o que retornar proveniente desta doença social – descartados os casos patológicos, que deveriam ser corretamente identificados como sendo realmente pertencentes a esta categoria e individualmente cuidados.

O ato físico ou psicológico violento contra uma criança ou contra um adolescente é violência. O retorno do ato físico ou psicológico de violência de uma criança ou adolescente contra um adulto é violência. Todos estes atos constituem violência entre as gerações.

A violência Religiosa

Na história da humanidade existiram e existem milhares de credos religiosos: teístas, politeístas, agnósticos; existem também credos ateístas (crēdō = "eu creio", latim). Todos estes credos têm alguma(s), várias, muitas (às vezes muitíssimas) variações e subtendências. Entretanto, até os dias de hoje, desde que o ser humano construiu o primeiro alinhamento de monólitos para realizar cerimônias religiosas baseadas nas posições dos astros, ninguém provou sem sombra de dúvida a existência de Deus, apresentando dados tangíveis – quero dizer, ninguém chamou os outros e lhes disse: "vejam, aqui está Deus", mas com a subseqüente visualização de Deus pelos outros, ou seja, um testemunho coletivo em grande escala e que pudesse ter sido gravado para posterior reprodução para qualquer um que desejasse vê-lo; e que tivesse sido transmitida uma mensagem aceita universalmente por todo e qualquer ser humano como uma verdade última. Tampouco alguém provou de forma incontestável a não-existência de Deus. Para fazer isto, seria necessário, primeiramente, definir os parâmetros para que tal prova fosse validada.

Discriminar o outro em razão de sua crença ou não em Deus, do seu ateísmo ou da sua pertinência a um credo religioso diferente do nosso é violência; isto se chama violência religiosa.

A violência econômica

A exploração econômica dos demais é violência. A violência econômica está no cotidiano da humanidade. A violência econômica dificulta enormemente ou impede o desenvolvimento igualitário das pessoas, fazendo crescer a variedade e a diversidade de violências. É necessário identificar todas as formas de violência econômica e dar-lhes visibilidade, primeiro passo para que se possa fazer algo para saná-las e / ou evitar que venham a ocorrer em qualquer futuro, próximo ou distante.

Algumas formas de violência econômica (sem prejuízo de todas as outras): pagar subsalário, incentivar o subemprego ou a atividade degradante, excluir pessoas de benefícios sociais, escravizar pessoas, manter pessoas em condição análoga à escravidão, roubar, furtar, desviar o que ao outro pertence, cobrar juro imoral, apropriar-se de bens, pertences e propriedades de terceiros (e de países e de suas partes), ser conivente com a exploração de pessoas, receber propina enquanto no governo para facilitar a exploração econômica de indivíduos e coletividades... Talvez o seu ápice individual seja o latrocínio (violência econômica + violência física), e o seu ápice social seja o genocídio de todo um povo ou coletividade com vistas à apropriação de seus recursos. A lista pode beirar ao infinito.

*CONCLUSÃO (do artigo, não sobre o tema da violência)

Existem muitos tipos e subtipos de violência e possibilidades variadíssimas de interseção entre eles. Diante de todo o explicado (que não abrange toda a violência, mas mostra apenas alguns poucos dos seus aspectos principais e os analisa, conseqüências inferidas), vemos que a violência não é algo distante ou quase próximo que acontece apenas aos outros e é informado nos meios de comunicação. E, muito menos, que tem somente um aspecto físico. A violência é múltipla e acontece na vida de todos nós, seja como vítimas, seja como autores. A violência é um modo de vida moldado por um Sistema social completo; o valor central deste Sistema não é o ser humano, mas sim o dinheiro, que pode comprar objetos e status social. Este Sistema trata de justificar toda a violência como sendo algo “inerente à natureza humana”, dizendo que é impossível superá-la e criando descrença nas pessoas quanto ao futuro, o que é uma mentira tendenciosa e manipuladora.

¹A violência pode ser superada. Para isto, precisamos avaliá-la corretamente e fazer um plano com este objetivo.

Entretanto, demais seria esperar de nós mesmos que tivéssemos de realizar um trabalho pela Não-Violência do porte do que fizeram Gandhi, Martin Luther King Jr., Tolstói (místico e escritor russo), Silo (fundador do Movimento Humanista - 1969), pessoas que dedicaram suas vidas a entender e ajudar a superar a violência no mundo. Mas, com absoluta certeza, sem sombra de dúvida, podemos ser pequenos Gandhis: 'o Gandhi da minha família'; 'o Gandhi do meu trabalho', 'o Gandhi da minha escola', 'o Gandhi do meu bairro'...

Vamos aproveitar a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência e deixar surgir o pequeno Gandhi que vive dentro de nós e estava sonolento ou adormecido. O futuro pede por isto. Ainda existe futuro.

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¹Para colaborar com este objetivo, aqui ficam propostas algumas perguntas (a serem formuladas a si mesmo e, de preferência, no silêncio de uma meditação particular) e uma sugestão:

Perguntas:

• Consigo identificar plenamente alguma violência que sofri ou sofro, mas que até agora eu não havia identificado como sendo "violência"?
• De fato, perguntando a mim mesmo com sinceridade interna, estou também envolvido na geração da violência?
• Eu me interesso pela violência sofrida por outros ou apenas me importa a violência que sofri ou sofro?
• Qual é o meu poder de alcance para deter a violência, em quaisquer de suas formas, afetando-me ela particularmente ou não?
• Eu quero ajudar a superar a violência em mim mesmo e ajudar a superar a violência na sociedade?
• O que farei para lançar mão do meu poder de alcance e ajudar a deter a violência (o que pode ser um trabalho comunitário, mais além de uma iniciativa individual ou na vida privada)?
• Vou fazer isto agora, deixá-lo para mais tarde, ou adiá-lo indefinidamente?

Sugestão:

Conhecer, pesquisar sobre e entender e aplicar a Metodologia da Não-Violência, que vem a ser, numa visão geral:

“A Metodologia da Não-Violência é o repúdio, a denúncia, a não colaboração com as práticas violentas e o exercício concreto no cotidiano da atitude não-violenta, por razões inerentes à própria existência e ao desenvolvimento da vida em geral.”

*Este artigo está sob revisão permanente.

*-*-*

Imagem: crianças em atividade da metodologia da não-violência da Fundação Da Vinci, criada pelo Movimento Humanista, em escola pública de Mendoza (Argentina)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Terráqueos: uní-vos!!


Oops! Hoje o Movimento Humanista completa 40 anos!! As ideologias não morreram. Elas estavam só descansando um pouco, depois de apanhar bastante (se é que você me entende). Ainda existe futuro!! Faça a sua adesão à Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência preenchendo o formulário abaixo, para:

  • entrar na lista
  • ser informado dos eventos
  • participar quando quiser e / ou
  • formar um comitê no seu bairro, condomínio, escola, sindicato, empresa etc.
Antene-se: a Marcha Mundial passará pelo Brasil em outubro. Texto explicativo sobre a marcha: clique aqui. Para fazer o download desta ficha em formato .doc, clique na figurinha no topo deste blog, à direita.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Estamos enamorados de uma palavra: PAZ






Todos os detalhes: clique aqui.

World March for Peace and Nonviolence (Oct 2009-Jan 2010). Complete information and link to the official site here.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Eventos Históricos no Altiplano Boliviano


A consagração de Evo Morales Ayma
(presidente eleito da Bolívia em 2005)
como "Apu Mallku"

"A posse de Evo Morales representou um momento histórico na política boliviana. Por ter sido o primeiro presidente eleito de origem indígena, Evo fez questão que a sua posse tivesse um forte simbolismo religioso representando o valor de sua origem. Em 21 de janeiro de 2006, vestiu trajes típicos e em cerimonial religioso nas ruínas de Tiwanaku, a localidade mais importante da civilização pré-incaica a habitar o Altiplano Bolivano, que o evento um dia antes da posse constitucional no Parlamento. Cerca de quarenta mil pessoas compareceram ao sítio arqueológico, muitas delas segurando tanto bandeiras da Bolívia, quanto whipalas, a multicolorida bandeira que representa os povos originários do Altiplano.

Morales recebeu o mando originário na pirâmide (ainda em escavações) de Akapana. Ali foi designado como o Apu Mallku, a máxima autoridade originária, vestindo o gorro de quatro pontas que lhe confere poder sobre os quatro pontos cardeais e segurando o báculo da autoridade conferida pelo deus Sol. Foi a primeira vez desde Tupac Amaru que se concedeu este título. Também recebeu inúmeros presentes de muitos grupos que representavam povos indígenas das mais variadas partes da América Latina e do resto do mundo. Curiosamente, o tempo, que permanecia nublado e com ameaças de chuva durante toda a manhã, abriu-se, e o sol brilhou no momento em que Morales era investido no poder às portas do templo de Kalasasaya (templo do tempo e do espaço).

Em 22 de janeiro, foi empossado presidente em uma cerimônia em La Paz, onde recebeu inúmeros chefes de estado, incluindo o presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, o presidente argentino Nésto Kirchner e o presidente venezuelano Hugo Cháves. O presidente chileno Ricardo Lagos, cujo país tem um histórico de conflito diplomático com a Bolívia (ver Guerra do Pacífico), também estava presente e se encontrou com o dignatário em particular. Morales descreveu sua presidência como o marco de uma nova era e que 500 anos de colonialismo agora tinham chegado ao fim. Já empossado presidente, Morales foi recepcionado na praça San Francisco por cerca de 100 mil pessoas e jornalistas de todo o mundo."
(Fonte: Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evo_Morales)

Evo Morales Ayma esteve presente no II Fórum Humanista Latinoamericano (La Paz, nov 2007), organizado pelo Movimento Humanista. No Fórum, declarou-se "nem de esquerda, nem de direita, mas sim Humanista":

Site europeu:
http://www.giorgioschultze.eu/index.php?lang=por&secc=news&acc=id&idnoti=38&fontsize=1

Site latinoamericano:
http://www.forohumanistalatinoamericano.org/port/



segunda-feira, 20 de agosto de 2007

ONU cria Dia Mundial da Não-Violência: 2 de outubro


Resolução da ONU criando o Dia Mundial da Não-Violência: clique aqui para ler o artigo e baixar o PDF diretamente do site da ONU (espanhol).

Nonviolence United Nations' Resolution in English: click here to download PDF directly from UN website.

Site da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência
(World March for Peace and Nonviolence)
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