sábado, 4 de outubro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Homenagem ao Fausto Wolff (1940-2008)
"Sem compartilhar de grande parte de seu discurso, a admiração por Fausto Wolff sempre teve apenas uma única razão: a pureza e a verdade de seu acreditar em idéias para muitos ultrapassadas, mas que, para ele, eram dignas de defesa até a morte, como fez esse Dom Quixote do jornalismo brasileiro." Homenagem da Casa da América Latina a Fausto Wolff
A melhor homenagem que a Casa da América Latina pode fazer a Fausto Wolff é através das suas próprias palavras. Relendo a mensagem que ele dedicou à fundação da entidade, em 31 de agosto de 2007, vemos a falta que ele fará.
"Depois de voltarmos as costas de modo arrogante e indelicado para a América Latina, preferindo nos comportar como tietes de Portugal, Inglaterra, França e dos Estados Unidos, parece que desta vez um grupo de pessoas corajosas e inteligentes entendeu que o Brasil é parte importantíssima da América Latina.
Em boa hora surge a Casa da América Latina, para urgentemente promover encontros culturais, políticos e sociais com nossos irmãos abaixo do Equador.
É um absurdo que conheçamos intimamente a vida de uma atriz norte-americana e pouquíssimo saibamos sobre o Equador e até mesmo sobre o vizinho Uruguai.
Somos vítimas de um corte cultural que teve início com o golpe militar de 64 quando começamos a perder nossa música, nossa arte, nossa imprensa e nossa identidade.
Passamos a ser um povo que não sabe quem é, de onde veio e para onde vai; o povo ideal para o laboratório do neoliberalismo e a audiência ideal para o lixo cinematográfico americano, que ensina as crianças a se drogar, a roubar e a matar sem que atitude alguma seja tomada. Pior que o crime é a banalização do crime.
Enquanto o Brasil não se reconhecer latino-americano, teremos poucas chances de nos tornarmos uma grande nação. Abaixo a violência e abaixo a elite que a produz.
Longa vida à Casa da América Latina."
Fausto Wolff
(¹) http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u442314.shtml
Foto: www.gardenal.org
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Eventos Históricos no Altiplano Boliviano

"A posse de Evo Morales representou um momento histórico na política boliviana. Por ter sido o primeiro presidente eleito de origem indígena, Evo fez questão que a sua posse tivesse um forte simbolismo religioso representando o valor de sua origem. Em 21 de janeiro de 2006, vestiu trajes típicos e em cerimonial religioso nas ruínas de Tiwanaku, a localidade mais importante da civilização pré-incaica a habitar o Altiplano Bolivano, que o evento um dia antes da posse constitucional no Parlamento. Cerca de quarenta mil pessoas compareceram ao sítio arqueológico, muitas delas segurando tanto bandeiras da Bolívia, quanto whipalas, a multicolorida bandeira que representa os povos originários do Altiplano.
Morales recebeu o mando originário na pirâmide (ainda em escavações) de Akapana. Ali foi designado como o Apu Mallku, a máxima autoridade originária, vestindo o gorro de quatro pontas que lhe confere poder sobre os quatro pontos cardeais e segurando o báculo da autoridade conferida pelo deus Sol. Foi a primeira vez desde Tupac Amaru que se concedeu este título. Também recebeu inúmeros presentes de muitos grupos que representavam povos indígenas das mais variadas partes da América Latina e do resto do mundo. Curiosamente, o tempo, que permanecia nublado e com ameaças de chuva durante toda a manhã, abriu-se, e o sol brilhou no momento em que Morales era investido no poder às portas do templo de Kalasasaya (templo do tempo e do espaço).
Em 22 de janeiro, foi empossado presidente em uma cerimônia em La Paz, onde recebeu inúmeros chefes de estado, incluindo o presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva, o presidente argentino Nésto Kirchner e o presidente venezuelano Hugo Cháves. O presidente chileno Ricardo Lagos, cujo país tem um histórico de conflito diplomático com a Bolívia (ver Guerra do Pacífico), também estava presente e se encontrou com o dignatário em particular. Morales descreveu sua presidência como o marco de uma nova era e que 500 anos de colonialismo agora tinham chegado ao fim. Já empossado presidente, Morales foi recepcionado na praça San Francisco por cerca de 100 mil pessoas e jornalistas de todo o mundo."
(Fonte: Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Evo_Morales)
Site europeu:
http://www.giorgioschultze.eu/index.php?lang=por&secc=news&acc=id&idnoti=38&fontsize=1
Site latinoamericano:
http://www.forohumanistalatinoamericano.org/port/





