domingo, 28 de março de 2021

Encontro Mundial do Humanismo Universalista

Em preparação ao Fórum Humanista Mundial 



Queridos amigos e amigas:


A situação de pandemia evidenciou que os problemas são globais, são comuns a todos os habitantes do Planeta, e mostram a violência do sistema em todos os aspectos e facetas do trabalho humano.


Estamos num mundo diferente onde se manifestam, com mais força, duas formas de pensamento e ação: o humanismo e o anti-humanismo. A reflexão, a cooperação e a solidariedade das pessoas aspirando a um mundo diferente estão convivendo com as mentiras dos poderosos, o absurdo e o sem sentido do sistema.


Este momento histórico e social coloca-nos a dar respostas diferentes, onde o mais importante é o respeito e o cumprimento dos direitos fundamentais de todos. Os Direitos Humanos não são levados a sério pelos Estados nacionais e são pisoteados a cada passo. Isso deve mudar, agora!


A destruição do ambiente deve ser interrompida. O aquecimento global acelera, entre outras calamidades, a mutação de vírus cada vez mais destrutivos que ameaçam a nossa espécie.


O sistema Financeiro global está em completo desequilíbrio, empobrecendo a maioria e concentrando os recursos financeiros nas mãos de alguns. Isso deve acabar. A pobreza deve ser erradicada já!


As armas atômicas devem ser eliminadas aplicando o tratado recém-aprovado pela maioria dos estados da ONU.


Em um mundo multilateral ONU deve ser reforçada e mecanismos adequados implementados para parar as guerras, com apoio de todos os estados Membros.


A violência social é intolerável e precisa ser superada em todos os lugares. Principalmente por meio da educação e eliminando a injustiça social.


Aqui estão alguns dos problemas que nos reclamam a todos e sua solução pode ser atacada a partir do bairro, da cidade, da região e do sistema global! Ninguém deve permanecer imune a estas urgências.



Mais do que nunca, devemos nos perguntar se queremos viver, em que condições queremos fazê-lo e o que estamos dispostos a fazer para que isso se torne realidade.


Ao longo de nossa história comum, fizemos muitas coisas, coisas que nem pensávamos que poderíamos fazer: aprendemos a pular limites, vencer resistências e abrir novos caminhos internos. Contamos com uma doutrina, sábia e profunda, que nos fornece ferramentas para superar o sofrimento. Contamos com organismos e propostas no social, novas e convergentes. Sabemos conectar-nos com a espiritualidade que sempre impulsionou o ser humano em seu avanço.


Nós nos perguntamos de onde viemos, onde estamos e para onde vamos, e nosso tempo primordial é o futuro. Vamos trazê-lo aqui e agora!


Felizmente, o momento da mudança nos permite nos fazer ouvir de uma maneira nova. As pessoas estão confusas e angustiadas e, mesmo sem saber, precisam profundamente d'A Mensagem de Silo.


Enquanto o sistema vai caindo gera muita instabilidade nas populações, devemos confluir, criando novos âmbitos de intercâmbio e de ação na diversidade.


Por estes motivos, todos os humanistas e as humanistas do mundo, desde os diferentes Parques, Organismos, Frentes, redes, Comunidades da mensagem, e outras expressões, nos Auto convocamos a um Encontro Mundial nos dias 27 e 28 de março, no contexto da realização de um Fórum Mundial Humanista na segunda parte do ano.


Neste encontro queremos alimentar o fogo comum, valorizar o feito, trocar sobre a nossa experiência, ouvir-nos, e inspirar-nos mutuamente, reconhecendo-nos parte de uma nação humana Universal.


Este encontro permitir-nos-á sintonizar-nos para o Fórum Mundial Humanista e convidar as organizações com as quais já estamos vinculados e outras novas, gerando uma relação com elas, e ir concretizando ações comuns nessa construção de um mundo no qual queremos viver, abrindo a possibilidade de pôr em marcha um fórum Humanista permanente que vá dando respostas às necessidades deste momento histórico, e abrindo o futuro.


Detalhes do Encontro:

Sábado e domingo 27 e 28 de março de 2021


Horário: 10 a. m. (GMT-3, Punta de Vacas, Mendoza, Argentina)


Link para Inscrição: https://forms.gle/NibQsZr7poaKazkJ6


Reunião na ferramenta Zoom: https://us02web.zoom.us/j/86396766399?pwdNEVSUEQyZIVoRFZIRmQwcFBicmhLZz09 


ID da Reunião: 863 9676 6399


 Equipe Promotora

 Encontro do Humanismo Universalista

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Você pode se inscrever no Formulário (1) e na WEB (2) em um determinado nível ou grupo.


NOTA: lembramo-nos de se cadastrar na Web, a qual será nossa ferramenta fundamental para o Fórum Humanista Mundial, onde já existem equipes trabalhando às quais você pode se juntar ou também pode criar ali novos grupos correspondentes às Redes e outras funções que se tornarão necessárias.


 * Sábado 27* 

Hora 10: 00 AM PdV, Argentina, Chile, Brasil / 6: 45 pm Nepal / 6: 30 pm Índia, Paquistão / 2: 00 PM Espanha, Itália, França / 2: 00 pm Senegal / 7: 00 AM Costa Rica / 9: 00 Bolívia


 * DOMINGO 28* 

Hora 10: 00 AM PdV, Argentina, Chile, Brasil / 6: 45 pm Nepal / 6: 30 pm Índia, Paquistão / 3: 00 PM Espanha, Itália, França / 2: 00 pm Senegal / 7: 00 AM Costa Rica / 9: 00 AM Bolívia


* Faça o download da versão mais recente do ZOOM


** A ferramenta de Tradução Simultânea não suporta Zoom Para Ubuntu.

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Créditos da imagem 1: 

https://commons.m.wikimedia.org/wiki/File:Clixmarketing.png

terça-feira, 22 de março de 2016

Democracia não é bem assim como tem lhes parecido

Criando-se instabilidade, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato.

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"A democracia é pedagógica. Sem uma pedagogia constante, ela não sobrevive. Derrubar um presidente, especialmente a partir de motivos não totalmente esclarecidos ou de fatos não consensuais, repassa a perigosa ideia para as elites, para as forças políticas e para a população de que "se não está bom, ou se não é conveniente, pode cair". A instituição das eleições ganha importância relativa e o cálculo político para se chegar ao poder passa a levar em conta com mais força outras variáveis ao largo da consulta popular. Na outra mão, cientes disso, aqueles que chegam ao poder já o assumem com a meta de buscar todos os recursos possíveis para a sua permanência, e muitos desses métodos, por autodefesa, são reformistas ou de tendência autocrática. Pronto, foi-se por água abaixo o sistema representativo. Em países onde essa instabilidade ocorre, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato." ~ Leonardo Valente

LVEntre 2001 e 2006, a Bolívia teve cinco presidentes. Entre 2000 e 2007, o Equador teve quatro presidentes e duas juntas militares. Na Argentina, entre 1999 e 2003 foram 4 presidentes (três deles entre 2001 e 2003). Em todos esses países, o que vimos nesses períodos foram dolorosos processos de deterioração institucional, convulsões internas e, no caso da Argentina, como brinde uma impressionante perda de relevância externa.

Derrubar um presidente em um regime presidencialista não é algo trivial, não é um processo corriqueiro, é uma situação extrema, uma excepcionalidade destrutiva, traumática e que corrói a estabilidade das instituições republicanas, às vezes por décadas. O ambiente político, respaldado por elites e pela opinião pública, pode até aparentar uma melhora ou alívio esporádico com a derrubada, mas não se engane: via de regra, trata-se , analogamente, de uma "melhora súbita pré-morte", aqueles casos de pessoas em estado grave, geralmente inconscientes, que recuperam a consciência e, lúcidos, conversam com amigos e parentes, perdoam e e pedem perdão, mas em seguida morrem.

A democracia é pedagógica. Sem uma pedagogia constante, ela não sobrevive. Derrubar um presidente, especialmente a partir de motivos não totalmente esclarecidos ou de fatos não consensuais, repassa a perigosa ideia para as elites, para as forças políticas e para a população de que "se não está bom, ou se não é conveniente, pode cair".

A instituição das eleições ganha importância relativa e o cálculo político para se chegar ao poder passa a levar em conta com mais força outras variáveis ao largo da consulta popular. Na outra mão, cientes disso, aqueles que chegam ao poder já o assumem com a meta de buscar todos os recursos possíveis para a sua permanência, e muitos desses métodos, por autodefesa, são reformistas ou de tendência autocrática. Pronto, foi-se por água abaixo o sistema representativo. Em países onde essa instabilidade ocorre, não há como haver instituições fortes e, sem elas, não há melhora econômica ou social de fato.

A recente redemocratização do Brasil já passou por uma quebra dessa envergadura, e está à beira de dar um segundo passo nesse sentido. Independentemente de orientações ideológicas, o momento da sociedade refletir seriamente se realmente esse é o passo a ser dado, é agora. Em questão de dias, pode ser tarde demais. O impedimento é realmente a solução dos problemas? Vale a pena arcar com suas consequências? Refletir sobre essa pergunta, levando-se em conta o longo prazo e deixando de lado as divisões mesquinhas nunca foi tão urgente, especialmente diante do fato de que muita gente de peso já refletiu e decidiu, e não vai ser nada fácil, apesar de não ser impossível, fazê-las recuar.

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Leonardo Valente é professor e pesquisador de Relações Internacionais da UFRJ

Member of The Internet Defense League

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