domingo, 11 de janeiro de 2009

Carta aberta a Barack Obama


Carta enviada pelos porta-vozes do Novo Humanismo da Europa, América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e África ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama.

CARTA AO PRESIDENTE ELEITO DOS EUA, BARACK OBAMA
24 de novembro de 2008

Caro Presidente eleito dos EUA Barack Obama.

Em primeiro lugar, aceite nossas cálidas congratulações pela sua eleição, a qual inspirou pessoas ao redor de todo o mundo; e pela conduta da sua campanha, que foi conduzida com integridade, inspiração e talento consumado.

A reação ao resultado, de Nova Iorque a Nairóbi e por todo o mundo, refletiu não apenas o profundamente sentido simbolismo de superar tragédias históricas, mas também as mais profundas esperanças de pessoas de todas as nações e cores por uma profunda mudança na direção da governança do mundo.

Este é um momento de grande mudança, de grande perigo e de grande oportunidade. Como Humanistas, desejamos ressaltar especialmente o grave perigo da guerra nuclear que o mundo está enfrentando hoje – um perigo que supera até mesmo os mais hostis momentos da Guerra Fria.

Por esta razão, solicitamos que o senhor use o poder do seu novo gabinete, o mandato que o senhor recebeu dos cidadãos dos Estados Unidos e o apoio das pessoas ao redor do planeta, para assinalar decisivamente uma nova direção para a política externa dos EUA. Na nossa visão, as prioridades desta nova direção deveriam ser a retirada das tropas dos EUA de todos os territórios ocupados, inclusive do Iraque e do Afeganistão, e uma clara e imediata iniciativa em direção ao desarmamento nuclear proporcional e progressivo.

Nós te urgimos a avançar com estas iniciativas imediatamente, com o objetivo de enviar um claro sinal para o mundo e relaxar as tensões. Acreditamos que a janela de oportinidade para tal ação é muito curta – medida em semanas ao invés de em meses. Caso o senhor continuasse a mostrar a coragem e a visão demonstrada em sua campanha, traçando um curso claro para a retirada e o desarmamento, acreditamos que os povos do mundo o apoiariam decisivamente. Caso o senhor esperasse muito, entretanto, a oportunidade poderia ser irremediavelmente perdida.

Reconhecemos que o senhor não governa sozinho e que haverá fortes pressões de interesses poderosos para que continua na direção militarizada. Também acreditamos que o senhor tem a força e a capacidade de forjar uma nova direção para a humanidade neste momento histórico de profundas mudanças que estão afetando todos nós que vivemos neste pequeno planeta. O senhor pode escolher esta direção, que é urgente e necessária para trazer o mundo de volta da borda de um abismo nuclear, e pode contar com o apoio dos Humanistas por todo o mundo.

Também gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para informá-lo sobre a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência e pedir-te para somar-se a nós em seu apoio. A Marcha, que está sendo organizada pela Fundação Mundo sem Guerras (World Without Wars Foundation) e apoiada por numerosas organizações internacionais e personalidades bem conhecidas, começa em Wellington, Nova Zelândia, em 2 de outubro de 2009 (o Dia Internacional da Não-Violência), e passará por 90 países dos 6 continentes em 3 meses, terminando na parte argentina da Cordilheira dos Andes em 2 de janeiro de 2010. A Marcha será muito aberta e includente, encorajando iniciativas, a criatividade e uma diversidade de formas – passeatas, concertos, demonstrações, festivais, trabalho com a imprensa, conferências, seminários e encontros com governos etc. – com o objetivo de aumentar globalmente a conscientização sobre a necessidade urgente do desarmamento nuclear.

Presidente eleito dos EUA, Obama, nós te convidamos a apoiar a Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência.

Com nossos agradecimentos e os mais sinceros votos,

Chris Wells,
Porta-voz do Novo Humanismo na América do Norte
Tomas Hirsch,
Porta-voz do Novo Humanismo na América Latina
Giorgio Schultze,
Porta-voz do Novo Humanismo na Europa
Sudhir Gandotra,
Porta-voz do Novo Humanismo na Ásia-Pacífico
Ivan Andrade,
Porta-voz do Novo Humanismo na África

Imagem: Chris Wells, Tomas Hirsch & Giorgio Schultze


Letter by the New Humanist spokespersons for Europe, North America, Latin America, Asia-Pacific and Africa to US president-elect Barack Obama. Click here to read original in English.





quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A lógica de comprar armamentos é gastá-los

"Contra a ilusão militarista"

"A operação de guerra de Israel contra a Faixa de Gaza realimenta a espiral de violência no Oriente Médio. São centenas de mortos e feridos palestinos, muitos não-combatentes, atingidos por armamento de última geração. A resposta do Hamas, com mísseis artesanais, matou e feriu israelenses, causando pequenos danos materiais.

Desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, em 2005, a área vem sendo submetida a uma asfixia quase permanente. Israel controla as fronteiras terrestre, marítima e aérea. Os palestinos dependem integralmente do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis israelenses (que determinam,também, os preços destes insumos). A movimentação de pessoas e mercadorias é severamente restringida, afetando duramente a economia local. O resultado é o crescimento da pobreza, do desemprego, da desesperança, da radicalização.

Gaza é um dos lugares com maior densidade populacional do planeta, tornando impossível um bombardeio "cirúrgico", ou seja, que atinja apenas alvos militares. Até recentemente, vigorou um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas (prova de que existe uma interlocução possível, desde que haja vontade política). Seu fim trouxe de volta os mísseis Qassam sobre o sul de Israel.

Todos os países têm o direito e a obrigação de defender seus cidadãos. A pergunta que se faz é: a destruição maciça de vidas e bens palestinos protegerá os cidadãos de Israel ? A História mostra que não. O apoio ao Hamas só tem aumentado com as ações militares israelenses. Cada vez que um prédio, uma rua, um carro, é bombardeado em Gaza, a popularidade dos setores mais intransigentes do grupo se reforça. É uma ilusão perigosa imaginar que, quanto mais se espancarem os palestinos,mais dóceis eles ficarão. Conforme destacou o historiador Tom Segev, jamais uma operação militar terminou em progresso na direção da paz comos palestinos.

Por trás de tudo, uma equação sinistra: mais descrédito para o diálogo é igual a mais oxigênio para as bombas.

Na presente situação, defendemos as mesmas posições tornadas públicas inúmeras vezes: Não há solução militar para os conflitos entre israelenses e palestinos. O terrorismo de grupos ou estados é igualmente execrável. As leis internacionais condenam com clareza ataques contra alvos civis. A criação de um Estado palestino laico e democrático, com fronteiras internacionalmente reconhecidas e com todos os direitos e deveres dos Estados modernos, que viva em paz ao lado de Israel, é o caminho possível para dissolver as tensões no Oriente Médio.

O momento exige um imediato cessar-fogo em Gaza, o fim do lançamento de mísseis contra Israel, o reinício emergencial da ajuda humanitária para os palestinos e a construção de mecanismos multilaterais de negociação. Sem isso, a iniciativa continuará com os que apostam tudo na força das armas."

Declaração da diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

Arte: Carlos Latuff

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